Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/10/2019
Segundo o especialista em exame de compatibilidade de órgãos, Marcelo Mion, o Brasil em 2018 era o segundo país que mais realizava transplantes no mundo. Entretanto, esse dado pode emitir uma ideia que não condiz com a atual realidade em nosso país, esbarrando em alguns dilemas referentes ao procedimento. Nesse sentido, é importante ser analisado o problema e a possível causa relacionada com a problemática, e que dessa forma seja possível traçar uma estratégia para combater esse impasse.
De início, apesar de ser realizado um número elevado de procedimentos cirúrgicos na área em comparação com o restante do mundo, esse dado torna-se controverso quando se tem noção do tamanho da fila de pessoas esperando por um transplante em nosso país. Assim, segundo o portal de notícias G1, o Brasil em 2018 possuía uma lista com mais de 30 mil pessoas esperando por um órgão compatível. É, pois, inadmissível que um país signatários da declaração Universal do Direitos Humanos, ainda não consiga suprir a demanda de uma técnica tão importante, que pode salvar a vida de milhares de pessoas.
Ademais, é importante ressaltar que tal evento possui um causa que gera muita preocupação, e que cada vez mais agrava essa adversidade. De fato, segundo Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, no período de janeiro a julho de 2019 o nosso país possuía mais de 5 mil possíveis doadores, e que apenas um pouco mais de 1,7 mil tornaram-se doadores efetivos. Lê-se, portanto, nociva a percepção de que o povo de nossa nação ainda não tenha tomado conhecimento da relevância da doação, muitas vezes preferindo apenas não realizar essa boa ação, de modo que essa atitude poderia mudar varias vidas.
Portanto, esse obstáculo deve ser avaliado com urgência em todo o território nacional. Por consequência, o Governo Federal deve criar medidas para incentivar a população, por meio de campanhas informativas que deixem claro a importância dessa atitude, com a ajuda dos poderes estaduais e municipais que devem direcionar profissionais capacitados para conversar e dar suporte aos possíveis doadores e suas famílias. Espera-se com isso, que essa questão nociva para toda a sociedade seja resolvida, e que milhares de vidas possam ser salvas.