Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/10/2019
Na série televisiva “Grey’s Anatomy” é abordado um caso bem comum na atual conjuntura brasileira: a longa fila de espera por um transplante. Denny Duquette, um dos personagens, é um paciente que necessita urgentemente de um coração, mas a demora faz com que a situação de saúde dele piore. Fora das telas, sabe-se que a realidade do Brasil hodierno é a mesma de Duquette. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de solucionar essa inercial problemática.
Mormente, é evidente que a falta de informação e conhecimento sobre a temática faz com que os indivíduos criem pré-conceitos e tabus. Segundo o site “O Globo”, cerca de 47% das famílias recusam doar os órgãos do ente, esses dados são alarmantes, pois um transplante salvaria uma vida e diminuiria as filas de espera. É indubitável que o Ministério da Saúde(MS) não investe em campanhas públicas e, com isso, os brasileiros desconhecem os motivos da doação de órgãos.
Faz-se mister, ainda, salientar que a situação atual da saúde pública é precária. A falta de médicos contribui para a lentidão nos transplantes. Outrossim, a precariedade da infraestrutura dos hospitais e a falta de itens hospitalares e cirúrgicos contribui para que as filas de espera sejam cada vez maiores. Contudo, esse impasse está longe de ser resolvido.
Diante do exposto, nota-se que medidas são necessárias para resolver a problemática. Por isso, o Ministério da Saúde(MS), em parceria com as mídias digitais, deve contribuir nas campanhas publicitárias para que as pessoas conheçam mais sobre as doações. Ademais, o MS deve investir na contratação de profissionais da saúde, bem como na demanda de itens hospitalares, por meio de verbas governamentais. Tal medida agilizaria as filas de espera pelo transplante de órgãos e, dessa forma, os dilemas da doação seriam superados.