Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 15/07/2019

Desde o Iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto,quando se observa o difícil acesso de inúmeros indivíduos frente ao recebimento órgãos,hodiernamente,verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.Nesse contexto,torna-se clara a insuficiência estatal  frente à estruturas especializadas no comportamento desse público,bem como o entendimento acerca do papel social desse arranjo.

Primeiramente,é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações influenciam nesse panorama.Nesse caso,a Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos o direito à saúde,segurança e ao bem-estar social,contudo,devido aos escassos investimentos governamentais em redes de transportes e equipamentos técnicos mais eficientes para transplantes e cirurgias,isso não é firmado.Logo,uma melhor administração das gestões públicas é mister para transpor os possíveis impasses acarretados.

Além disso,outro ponto relevante nessa temática é o preconceito da sociedade que ainda é um agente ativo para fomentar a doação de órgãos no Brasil.Um exemplo disso se reflete na questão cultural de muitas famílias que,por raízes previamente estabelecidas nos laços familiares,impedem que algum parente doe seus órgãos.Seguindo essas linhas de raciocínio,o historiador Nicolau Maquiavel sustenta a ideia que o preconceito têm raízes mais profundas  que os princípios.Assim,uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para incentivar um número cada vez maior de doadores.

Em suma,medidas são necessárias para mitigar a problemática em questão.Para tanto,cabe ao Estado,investir na saúde,por meio de programas assistenciais que impulsionam a doação,para que as pessoas leigas no assunto possam ter um melhor suporte técnico.Ademais,convém às entidades governamentais,subsidiar a criação de melhores redes de locomoção,além de mais equipamentos na área,de modo que os procedimentos sejam mais seguros para com todos,com a finalidade de diminuir os casos de demanda com relação a insuficiência de órgãos na população brasileira.Dessa maneira,será possível minimizar tais negligências e fazer com que uma sociedade se mobilize com o problema do outro e,somente assim,poderá devolver o direito de cidadania bem como defendido pela Constituição de 1988.