Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/07/2019

Desde o iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto,quando se observa a questão da doação de órgãos,hodiernamente,verifica-se que esse ideal iluminista é constatado somente na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país,seja pela inobservância estatal bem como o papel da sociedade acerca desse arranjo.Assim,convém analisar as principais causas e consequências de tal postura negligente para a população.

Primeiramente,é importante ressaltar como que o Governo e suas aplicações influenciam nesse panorama.Nesse caso,a Constituição Federal de 1988,garante a todos os indivíduos o direito à saúde,segurança e o bem-estar social,contudo,devido aos escassos investimentos governamentais em redes de transportes  e equipamentos técnicos mais eficientes para transplantes e cirurgias isso não é firmado.Logo,uma melhor administração das gestões publicas é mister para transpor os possíveis impasses acarretados.

Além disso,outro ponto relevante nessa temática é o preconceito da sociedade que ainda é um agente ativo para fomentar a doação de órgãos no Brasil.Um exemplo disso se reflete na questão cultural de muitas famílias que por raízes mais profundas impedem que alguém seja beneficiado de tal ordem.Seguindo essas linhas de raciocínio,o historiador Nicolau Maquiavel sustenta a ideia que os preconceitos têm raízes mais do que os princípios.Assim, uma mudança nos valores de tais indivíduos é imprescindível para transpassar as barreiras frente à transmissão de órgãos.

Em suma,medidas são necessárias para mitigar a problemática em questão.Para tanto,cabe ao Estado, investir na saúde,por meio de programas assistenciais que incentivem a doação para que as pessoas leigas no assunto possa ter um melhor suporte técnico,demandando ampla informatividade prévia.Ademais,convém às entidades governamentais,subsidiar a criação de melhores redes de locomoção,além de mais equipamentos na área,de modo que os procedimentos seja seguro para com todos,com a finalidade de atingir um maior número de doadores e,desse modo,diminuir a pedida por esse panorama.Dessa maneira,será possível minimizar tais negligencias e fazer com que uma sociedade se mobilize com o problema do outro e,somente assim,poderá devolver o direito de cidadania bem como defendido pela Constituição de 1988.