Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 08/07/2019
Ao contrário do que muitos acreditam, quando se discute sobre doações de órgãos, é importante compreender que há certa complexidade nesse assunto. Ademais, existem desafios a serem vencidos, para se almejar o aumento do número de doadores. Nesse contexto, é necessário resolver entraves como a demora na fila de espera por um transplante, além da recusa dos familiares de possíveis doadores.
Inicialmente, é preciso compreender que apesar dos recursos e de doadores voluntários, a espera para receber um órgão é longa. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2017, houve melhora nos indicadores de transplantes. No entanto, no mesmo ano, 1158 pessoas morreram enquanto aguardavam por um órgão no país.
Outrossim a ser falado é sobre a recusa familiar à doação de órgãos. A princípio, a lei constitucional 10.211/2001, permite a disposição gratuita de órgãos, entretanto, o transplante de fato só ocorre mediante o consentimento dos familiares. Nesse caso, os parentes têm a decisão final sobre a doação ou não, mesmo que ainda em vida o falecido tenha documentado seu desejo de tornar-se doador.
Diante dos fatos apresentados, ações devem ser tomadas a fim de vencer estes desafios. Cabe ao Ministério da Saúde juntar-se aos canais midiáticos, para a promoção de campanhas informativas que consiste em informar e expor os desafios atuais da doação de órgãos, como a demora na lista de espera , a escassez de doadores, além de relatos dos pacientes transplantados. Propositalmente para mobilizar a população e os familiares de potenciais doadores sobre essa realidade. Dessa forma, pode-se almejar a mudança no quadro atual de doações do Brasil.