Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 04/07/2019
John Stuart Mill, filósofo utilitarista, argumentava com o seu conceito “Princípio da maior felicidade”, que a ação moralmente certa é aquela que maximiza a felicidade para um maior número. Paralelamente, apesar da doação de órgãos ser uma conduta correta, a população desconhece sua importância e, muitas vezes, preza em banalizá-la. Assim, cabe-se avaliar a falta de interação entre a família e o doador e, também, o aumento da lista de espera, afim de serem combatidos e solucionados.
A princípio, a função da comunicação no âmbito familiar, é de suma importância, para a implantação da ideologia de doação de órgãos e, a sua inexistência é de grande impacto na vida da sociedade. Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), os familiares que recusam em autorizar os transplantes está acima de 40%. Esse cenário, é resultado do pouco diálogo e informação distribuída para população, por meio das mídias publicitárias. A problemática, desse modo, reflete cada vez mais na sociedade e continua fora do conceito usado por John Stuart.
Por conseguinte, atrelado aos fatos expostos, a carência na oferta de partes transplantáveis é consecutiva para o aumento na lista de espera. Em um dos episódios da série televisiva “Sobre Pressão”, relata o sofrimento e a dificuldade de uma mãe ao saber do óbito de seu filho e, o obstáculo sentimental na doação de seus órgãos. Analogamente, esse tipo de barreira emocional colabora para a intensificação da lista de espera, na qual desilude cada vez mais os receptores a terem suas vidas retomadas.
Portanto, faz-se necessária a atuação do Ministério da Saúde juntamente com a ABTO, por meio de verbas governamentais, criem campanhas midiáticas, nos meios de comunicações sociais, por exemplo, nas redes sociais, televisivas e radiofônicas, com o objetivo de instruir a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e os impactos positivos na vida coletiva dos indivíduos. Posto isso, será possível minimizar a lista de espera vivenciada no Brasil e, ademais, construir a felicidade, da mesma forma que o conceito “Princípio da maior felicidade”.