Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 19/05/2019
Na série Grey´s Anatomy, a personagem Izzie Stivies, sofre, traumaticamente, a morte do seu namorado, ao qual estava em lista de transplante de coração. Diante disso, pode-se observar, a relevância na busca pelo crescimento de doações. Contudo, atualmente, vivemos uma sociedade onde o fenômeno é visto com incoerente. Destarte, é fundamental analisar as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.
Em primeiro lugar, cabe abordar a falta de um grupo especializado em tratar doadores em potencial, em todos os Estados. Percebe-se que, o treinamento de profissionais, da área da saúde, para convencerem os familiares à doação, é de extrema importância. Visto que, a família nunca está preparada pra tamanho abalo. Em 1994, iniciou-se o SPOT (serviço de procura de órgãos e tecidos), em São Paulo, que tem como objetivo, obter o consentimentos dos responsáveis pelo corpo. Assim, apenas em uma década, diminuiu cerca de 20%, as negações para ocorrência de tais fenômenos, Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos .
Ademais, outro fator a salientar é falta de informação no que tange ao processo. Com o advento da revolução técnico-informacional, nota-se a crescente multiplicação de informações em rede, mas sem relevância para fins medicinais. Segundo Escola de Frankfurt, transformar a cultura em uma grande indústria, onde o principal objetivo é atingir o grande público, se tornando uma cultura de massas. Percebe-se que, a internet poderia ser utilizada com meio de propagação de noticias medicinais. O baixo incentivo à doação de órgão se mostra obstáculo para que o Brasil alcance a posição de Estado desenvolvido.
Torna-se evidente, portanto, que a doação de órgãos no brasil é precária. Para conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento do sistema de doações na sociedade.