Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 17/05/2019
De acordo com a notícia publicada no jornal “G1” em 28/09/2018, o número de doações no primeiro semestre de 2017 subiu de 1.653 para 1.765 em comparação com o mesmo período de 2018. Porém existem fatores que persistem até o atual ano de 2019 que impedem que estes números alcancem um patamar mais elevado, destacando-se a falta de administração nos investimentos cedidos aos hospitais e a carência de conscientização dada população, sendo principalmente evidenciada nas famílias dos doadores. Portanto é extremamente necessário uma avaliação deste tema afim de buscar uma evolução de tal questão.
O primeiro ponto a ser acentuado é que, apesar do alto investimento cedido pelo governo, não se vê grande retorno desta aplicação. Em 2017, segundo um levantamento do site “www.brasil.gov.br “exibido em dois mil dezoito, o estado Brasileiro investiu mais de R$ 1 bilhão na área de transplantes, todavia no mesmo ano, de acordo com uma matéria publicada no jornal “Nexo” em dois mil e dezessete , 1.158 pessoas morreram na fila de espera no primeiro semestre além do mais os hospitais identificaram 36,6 possíveis doadores para cada 1 milhão de pessoas, mas o número de pacientes que realmente tiveram seus órgãos doados foi de 16,2 a cada 1 milhão de indivíduos, o que evidencia a má gestão do país. Outro sim a ser debatido é a falta de informação passada para os integrantes da sociedade, que em boa parte desconhecem a forma que a doação de órgãos é tratada. Dados da secretaria de Saúde transmitidos em 2019, apontam que, no Rio Grande do Sul, a taxa de famílias que negam a doação continua maior que 40% e este índice se mantém praticamente intacto no restante do território. Isso só comprova a tese de que uma grande parcela das pessoas em geral, em especial dos familiares dos pacientes que irão doar seus órgãos, desconhece o processo envolvido, visto que circula até mesmo uma falsa ideia de que ocorreria o roubo dessas estruturas cedidas afim de alimentar um mercado corrupto dentro dos estabelecimentos de saúde.
Mediante a tal situação são necessárias atitudes com a intenção de sanar com tais dilemas. O Ministério da Saúde e o do Planejamento, Orçamento e Gestão devem se orientar na parte administrativa econômica com a finalidade de proporcionar o máximo investimento nas áreas hospitalares, melhorando assim o funcionamento desses órgãos. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação integre esse assunto na Base Nacional Comum Curricular, BNCC, das redes de ensino e que o Ministério da Cultura intensifique a circulação de propagandas associadas a temática no meio cultural, fazendo com que o senso comum da nação seja extinto, dando lugar a um pensamento mais elaborado acerca deste tópico