Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 14/05/2019
Apesar dos avanços frente à doação de órgãos no Brasil, alguns obstáculos impedem, ainda, a estagnação desse dilema. Tais são intensificados pelo descaso governamental, seja pela desinformação da sociedade civil, neste caso as famílias, seja pela má distribuição de estrutura médica pelo extenso território brasileiro. Desta forma, urge a reação do próprio Estado frente ao seu erro.
A priori, é necessário aprofundar os meios que levam os familiares impedirem a doação de órgãos do seu ente querido. É consciente o desejo de manter a esperança de vida na pessoa falecida, entretanto a não discussão sobre a morte em si e os processos feitos para a preparação de um corpo, auxiliam no fim da problemática. Isso pode ser comprovado pelo jornal O Globo, ao informar sobre a “taxa de negativa familiar” onde o índice de autorizações em 2014 era de 46%, havendo um aumento apenas de 1% do ano anterior.
Como se não bastasse as baixas aceitações à doação, quando ocorrentes enfrentam dificuldades para serem executadas. Ações como a disponibilidade da Força Aérea Brasileira (FAB) juntamente com o SUS, oferecem apoio e meios para a ocorrência, todavia a má distribuição dessas equipes, a quem os órgãos são destinados, dificultam os trabalhos do transporte tanto do órgão quanto da pessoa que fará o transplante.
Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro às evoluções eminentes no país. Destarte, é indispensável a intervenção dos órgãos governamentais neste desequilíbrio. O ministério da Saúde, responsável pelo controle e regulamentação da saúde na sociedade, deve promover campanhas informativas, com o intuito de apresentar conhecimento sobre o funcionamento da doação de órgãos, além do conforto humano frente a este momento tão delicado e sensível. Aplicando-as pelas redes sociais e mídias, podendo assim atingir maior público e eficiência, sem citar as próprias escolas que formarão futuros cidadãos ativos e conscientes.