Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 14/05/2019

No Brasil, vive – se uma situação crítica com relação à doação de órgãos, visto que, segundo o jornal O Globo, as famílias não autorizam a doação em cerca de 50% dos casos. Isso acontece devido à falta de doador de órgãos mediante a negativa da família. Além disso, existe uma má distribuição de equipes especializadas desse tipo de função, sendo que a maior parte dela se encontra nas regiões Sul e Sudeste.

A priori, pode – se apontar que a falta de autorização da família intensifica os problemas relacionados com a doação de órgãos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que, cerca de seis mil pacientes com morte cerebral poderiam salvar a vida de quase 22 mil pessoas que aguardavam na fila de espera, mas somente pouco mais de 1.800 deles se tornaram doadores. Isso se deve ao fato da falta de esclarecimento desses indivíduos acerca do processo de retirada dos órgãos, a tendência é a negação, já que não é comum que campanhas sobre o tema sejam propagadas na televisão ou nas redes sociais, além da desconfiança do serviço publico de saúde.

Além do mais, ressalta – se a falta de médicos que realizam transplantes pelo Brasil como outro fator para dificultar a doação de órgãos. Dados estatísticos mostram que quase não há equipes preparadas para esse tipo de situação no Norte, Nordeste e Centro – Oeste, enquanto que em São Paulo há 20 equipes para realizar cirurgias. Desse modo, é necessário medidas do Governo para aumentar o número de médicos responsáveis pelo tratamento.

Depreende – se, portanto, a necessidade de se combater a desinformação, a fim de aumentar a quantidade de doadores de órgãos no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde – órgão responsável pela saúde física e mental do individuo - conscientizar as pessoas por intermédio de campanhas educativas na mídia e nas escolas, com o intuito de introduzir o conhecimento aos cidadãos brasileiros.