Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 17/05/2019
“É a intenção, e não a doação, que faz o doador.” A frase de Gotthold Lessing, poeta alemão, é dificilmente interpretada de forma correta atualmente. A baixa quantidade de doadores e a dificuldade de aceitação da morte (cerebral ou não) de um familiar são problemas reais perante ao tema doação de órgãos no Brasil. Tais quesitos precisam ser discutidos cuidadosamente, de forma que sejam solucionados. É incomum para muitas pessoas a doação de órgãos. Essa estranheza cria, muitas vezes, um empecilho para o estudo sobre o assunto. Se a generosidade, em alguns casos, não acontece por pequenos motivos, as chances dela ocorrer por necessidade de partes corporais são menores ainda. A barreira entre preconceito e falta de entendimento sobre determinado aspecto é, infelizmente, longa e, portanto, necessita-se de uma clareza mental para as pessoas acerca desse tema tão desconsiderado. Em segundo lugar, a morte é comumente relacionada à tristeza e, em se tratando de um conhecido querido, de difícil compreensão. O processo de aceitação do falecimento de um familiar, por exemplo, dificulta as doações, pois é desafiador explicar e, incredulamente, entender essa etapa. Porém, a maneira como a explicação ocorre, desde sua abordagem até o sentimento de confiança, é um ponto-chave para solucionar esse problema. Portanto, é dever do Ministério da Saúde e Ministério da Cidadania, órgãos responsáveis, em suma, pelo cuidado psicológico e físico de diversos indivíduos, por meio de investimentos em profissionais especializados e instituições de doação de órgãos, preparar as pessoas para a compreensão, e possível doação, desse tema, e os órgãos em si, respectivamente, com a intenção de facilitar a aceitação e entendimento sobre por que doar partes do corpo. Dessa forma, quebra-se um tabu e ajuda outros seres humanos, que necessitam do bom convívio, seja com uma pessoa por si só, ou, dentre outros aspectos, por alguém que já esteve entre elas.