Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 07/06/2019
A Constituição brasileira de 1988 estabelece como fundamental o direito de todos os cidadãos de viverem plenamente. Dessa maneira, a doação de órgãos é amplamente discutida, visto que ainda há quem possui seu direito corrompido devido à falhas no sistema de transplantes. Sendo assim, é evidente que a doação de órgãos urge ser estimulada a fim de propiciar uma vida plena e combater o tráfico anatômico.
Primeiramente, vale ressaltar que há diversos empecilhos sistemáticos que dificultam o acesso à saúde. Nesse contexto, é notável que a escassez de órgãos disponíveis, causada pela ausência de incentivos, é o principal impedimento à vida digna. Ademais, a ignorância do cidadão médio em relação ao potencial de contribuição da doação é um exemplo da urgência de medidas informativas e estimulantes.
Em segundo lugar, o tráfico de órgãos deve ser analisado. Considerando o cenário atual de um sistema de transplantes moroso, os indivíduos são frequentemente induzidos a optarem por meios ilegais, como o tráfico. Desse modo, tanto as pessoas saudáveis quanto as necessitadas podem ser prejudicadas com o roubo de órgãos e o aumento da lista de espera, respectivamente.
Portanto, a doação de órgãos necessita ser incentivada, visto que os principais dilemas do assunto envolvem a indisponibilidade dos transplantes. Para isso, é preciso que o Governo Federal utilize campanhas informativas no Sistema Único de Saúde, por meio de cartazes, panfletos e palestras, a fim de que a população se torne consciente sobre a importância da doação. Além disso, é necessário que o Ministério da Segurança Pública, de maneira simultânea às ações do Governo, combata o tráfico, através de ações vigilantes nas fronteiras e no interior do Brasil. Somente assim a sociedade honrará seus ideais constitucionais.