Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 28/06/2021
A Revolução Técnico-científica-informacional, iniciada na segunda metade do século XX, inaugurou inúmeros avanços em diversos setores do planeta e aumentaram as capacidades de produção. No entanto, tal crescimento acelerado e a necessidade de geração de riquezas causaram uma série de efeitos colaterais na nossa sociedade, gerando dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo produtivo. Tendo em vista que o atual sistema econômico capitalista apenas visa o seu próprio lucro, omitindo as possíveis consequências dentro do meio ambiente, torna-se imprescindível buscar alternativas que inibam essa conduta.
Em uma primeira análise, é importante analisar a atual sociedade consumista. Quanto mais consumidores, mais é necessário produção, e assim mais recursos naturais se esgotam. O tipo de sociedade existente hoje é de um padrão de consumo que confere como valores os bens materiais tornando mais difícil a aplicação do desenvolvimento sustentável. A busca implacável pela riqueza das indústrias e satisfação material do ser humano torna o consumismo o maior inimigo do alcance ao desenvolvimento sustentável.
Em segundo plano, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Nesse sentido, vale ressaltar a política do presidente Jair Bolsonaro de destruição da floresta Amazônica a partir do momento em que o mesmo planejava explorar as terras protegidas indígenas a procura de lucro com a sua fala: “onde tem indígena tem ouro”. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre o seu dever de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a preservação do meio ambiente, o que infelizmente é uma realidade no país.
Faz-se necessário, portanto, a criação de políticas públicas vindas do Governo Federal com a finalidade de otimizar o uso desses recursos naturais e também de devolver os mesmos da forma mais próxima de como foram retirados da natureza. Ademais, é ímper que o Estado crie campanhas de conscientização de consumo consciente com apoio das instituições públicas e privadas. O desenvolvimento sustentável é uma realidade somente viável com base na conscientização pela educação ambiental. Supracitado acima, conclui-se, portanto, que é utopia.