Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 28/06/2021
Durante a segunda metade do século XX, teve início a Revolução Técnico-científica-Informacional, responsável por capacitar inúmeras frentes no setor tecnológico. No entanto, vale ressaltar que todas as tecnologias que sustentam esses avanços necessitam de matérias-primas, essas, por sua vez, provindas da natureza. Visto isso, faz-se inviável, a médio e longo prazo, cogitar um progresso tecnológico sem a preservação dos recursos naturais. Em razão das dificuldades encontradas na coexistência efetiva do desenvolvimento e sustentabilidade, e a falta de conscientização dos grupos sociais e empresariais, encontra-se na atualidade a problemática de desenvolver sem prejudicar o meio ambiente. Assim, tais desafios devem ser superados para que uma sociedade íntegra seja alcançada.
Primeiramente, existem diversos impasses em aliar o crescimento econômico com as razões ambientais. Entre os produtos dos prosseguimentos científicos, tem-se a extinção de espécies, inundações, erosões, poluição, mudanças climáticas, destruição da camada de ozônio, chuva ácida e agravamento do efeito estufa, por exemplo. Conforme cita o advogado e professor Talden Farias, o modelo econômico tradicional não considera o meio ambiente, baseando-se apenas em ganhos produtivos, ignorando que as atividades econômicas só são viáveis se a natureza fornecedora dos recursos materiais e energéticos não estiver comprometida. Nessa perspectiva, é necessário associar os avanços à preocupação ambiental a fim de frear seus danos.
Ademais, é notável que a priorização constante do interesse financeiro abstrai a importância das questões sustentáveis. O tratamento em segundo plano, no que se refere ao meio ambiente, demonstra constantemente suas consequências, por exemplo, através da utilização excessiva de embalagens descartáveis, tendo em vista que exigem menos investimentos. A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial informou que 74% das empresas adotam a responsabilidade ambiental motivadas pelo melhoramento de suas reputações, e nem sempre há cumprimento legislativo de fato.
Posto isso, infere-se a necessidade de atentar-se ao desenvolvimento socioeconômico sustentável, cedendo espaço e visibilidade ao assunto. Desse modo, o Ministério do Meio Ambiente poderia, por meio de uma proposta de lei, exigir que pelo menos 25% do corpo de uma empresa apresente capacitação ambiental, sendo essa cedida por ele. Além disso, incentivar campanhas digitais em prol do assunto, evitando a geração de lixo, e implantando projetos rígidos de fiscalização. Assim, garantir-se-ia que os aspectos que exploram o desenvolvimento levem em consideração os pormenores e políticas sustentáveis, tornando uma realidade mais próxima, afinal, cuidar do meio ambiente no presente é também preservar a possibilidade de desenvolvimento no futuro.