Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 28/06/2021
A animação “Man”, do ilustrador Steve Cutts, retrata a intensa exploração dos recursos naturais para suprir a demanda de consumo. Fora da ficção, tais conjunturas devem ser combatidas através da adoção do desenvolvimento sustentável. Conquanto, no Brasil hodierno são encontrados entraves para a efetivação do modelo, como o desmatamento e o descaso com o meio ambiente.
Primeiramente, é imperioso ressaltar que há presença, no cenário brasileiro, de praticas semelhantes a ficção. Nesse viés, a “Sociedade das Aparências”, caracterizada pelo sociólogo Zygmunt Bauman, por sua elevada necessidade de consumo afim de inserir-se socialmente, fomenta a utilização desenfreada dos recursos ambientais. Por conseguinte, em contrapartida do desenvolvimento sustentável, ocorre o agravamento e intensificação de áreas desmatadas e queimadas, assim, comprometendo a disponibilidade para as gerações futuras.
Ademais, o desinteresse na preservação ambiental é um empecilho para a sustentabilidade. Sob essa perspectiva, de acordo como filósofo Aldo Leopold, o homem é parte integrante da natureza, portanto, responsável por sua preservação. Entretanto, as empresas não cumprem tal função, visto que priorizam a lucratividade em detrimento das práticas sustentáveis. Dessa forma, é fulcral a implementação de subterfúgios que conciliem tais medidas com o desenvolvimento econômico.
Dado o exposto, faz-se mister que o Ministério do Meio Ambiente (MMA), aprimore a legislação, atráves de punições, tais como recuperação do dano, e multas as empresas que infrigirem as leis referentes ao uso adequado dos recursos naturais, dessa forma, garantirá o equilíbrio entre economia e sustentabilidade. Outrossim, o MMA em união com influenciadores digitais deve realizar campanhas afim de incentivar o consumo consciente, assim, inibindo conjunturas análogas à animação. Feito isso, o Brasil poderá tornar o desenvolvimento sustentável uma realidade.