Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 24/06/2021

Na obra de de Paulo Nogueira Neto,  ele relata mais de 40 anos de carreira para conservar o patrimônio natural do país. “Dr. Paulo”, como é conhecido, narra da perspectiva de protagonista ou observador próximo algumas das maiores batalhas ambientais brasileiras. Da para entender que a preocupação com o meio ambiente no país, longe de ser uma modinha importada ou uma imposição externa, data de muito tempo atrás e é informada pela melhor ciência. Aliás, uma das grandes lutas de Paulo Nogueira foi para convencer os militares, em plena ditadura, de que “poluição nada tem a ver com política partidária”. No entanto, alguns problemas tornam esse ideal cada vez mais utópico, sendo necessário, portanto, debater sobre seus benefícios e suas implicações.

Em primeiro lugar, é necessário lembrar que  conseguir obter êxitos e um total desempenho, é tarefa árdua, para não falar em uma utopia. Em um mundo globalizado, onde a palavra da vez é consumir, sustentabilidade está cada vez mais distante e fontes que realmente sejam limpas e não cause prejuízos, infelizmente também. O país só obterá energias realmente limpas quando houver um maior investimento por parte do governo para implementação, melhoramento dessas que já existem e projetos para novas que realmente funcionem e causem mínimos impactos, como a energia eólica e nuclear, para somente assim, ser um exemplo de país que contribui para o bem do planeta.

Em segundo lugar, o desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados. Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Obviamente, que várias ações são propostas pela sociedade e governos, mas que ao mesmo tempo em que se insere uma pequena quantidade de agricultores em busca de sua sustentabilidade, retira-se uma grande parcela deste sistema. Isto é plenamente identificado quando se anda pelas estradas rurais, que mostram o desencanto da maioria por este meio, que é valorizado em verso e prosa e em discursos, mas que pouco recebe em relação ao muito que dá para a sociedade.

Em virtude dos fatos mencionados é mister que cada um possa entender esta questão de desenvolvimento sustentável e passe, na sua área de atuação, colocar em prática questões que possam melhorar as condições de bem-estar da população rural como um todo, da produção de alimentos limpos, com abrangência da riqueza regional, da manutenção do ambiente viável e que sobretudo, dentro de todos os agroecossistemas