Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 24/06/2021

A primeira lei de Newton, lei da inércia, afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De Maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre desenvolvimento sustentável, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações, causadas principalmente pelo consumismo e comodismo da vida moderna, permanecem sem mudança. Diante dessa perspectiva, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.

Num primeiro momento, é possível apontar como um dos principais motivos causadores do problema a ambição desenfreada do ser humano. Para Gandhi, o planeta Terra seria capaz de satisfazer a todos, entretanto não poderia satisfazer a ganância de alguns. Dessa maneira, muitos indivíduos deixam de lado seus valores éticos e morais em busca do lucro financeiro que pode ser conquistado a partir do desmatamento, uso excessivo de agrotóxicos e outras maléficas para o meio ambiente.

Ademais, a falta de efetivação na aplicação de algumas leis intensifica a ocorrência desses eventos. Segundo Richelieu, fazer uma lei e não velar pela sua execução é o mesmo que autorizar aquilo que se deseja proibir. Nessa perspectiva, a habitual classificação de ações danosas à natureza como delito penal, não é suficiente para combater esses costumes, pois, uma vez que não há punição certa para esses tipos de crimes, sempre haverá indivíduos dispostos a cometê-los. A partir do exposto, é possível concluir a falta de capacidade dos mecanismos legais de justiça em solucionar a problemática.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar esse problema. A priori, é responsabilidade da Receita Federal, interceptar o dinheiro advindo do tráfico por meio do emprego da inteligência artificial para o cruzamento de informações do imposto de renda, objetivando restringir a lucratividade dessa prática. Ademais, o Ministério da Justiça deverá aperfeiçoar o canal de comunicação entre a população e as autoridades mediante o desenvolvimento de um aplicativo que permita denunciar crimes ambientais anonimamente, com o intuito de identificar criminosos e assegurar o cumprimento da lei. Dessa forma, será possível promover uma forma de desenvolvimento que seja econômica e ambientalmente sustentável.