Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/11/2021
A escravidão africana no Brasil foi marcada pela intensa exploração de mão de obra e péssima qualidade de vida dos africanos, em que muitas vezes as mulheres escravas eram exploradas sexualmente pelos senhores de engenho. No entanto, esse fato histórico ainda se encontra vestígios no Brasil hodierno, visto que no ambiente de trabalho as mulheres são vulneráveis ao assédio. Assim, é preciso analisar o exíguo estatal e a mentalidade social como os principais desafios para o embate do óbice.
Nesse contexto, vale ressaltar a negligência Estatal na persistência do assédio no ambiente de trabalho. Acerca disso, o sociólogo Zygmunt Baumam, criador do conceito “Instituições zumbis”, o qual afirma que algumas instituições perderam sua função social. Nesse viés, o papel do Estado é garantir a harmonia da população, entretanto, sua função administrativa não se reverbera, ao observar que o Governo não promover a segurança do gênero feminino no ambiente de emprego, uma vez que há uma insuficiência legislativa para esses locais. Dessa maneira, é crucial o desenvolvimento de leis que auxiliem a segurança da mulher no espaço de trabalho.
Outrossim, cabe analisar a mentalidade social como um obstáculo para o enfrentamento do assédio da mulher no trabalho. Diante disso, a filósofa Simone de Beauvoir em seu livro “O segundo sexo” aponta sobre a objetificação da mulher na sociedade. Sob essa ótica, o assédio do gênero feminino no ambiente de ofício é fortemente ligado à mentalidade do patriarcado, já que, retratam o corpo da mulher como uma forma de objeto de prazer. Consequentemente, devido a isso, 52% das mulheres que ainda prestam serviços foram assediadas sexualmente, de acordo com organização internacional do trabalho. Logo, torna-se essencial a conscientização da população acerca do assédio.
Portanto, é imprescindível que o Governo Federal, órgão responsável por garantir o bem-estar social, deve desenvolver leis que visem melhorar a segurança no ambiente de trabalho, por meio do poder legislativo. Ademias, fazer também palestras em escolas sobre o assédio, por meio do Ministério da Educação. Espera-se, com essas medidas, conscientizar a população e diminuir os casos de assédio, distanciando a realidade da periodo da escravatura com os dias atuais.