Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 31/03/2021
O parto humanizado é caracterizado pela mínima intervenção das práticas médicas, respeitando as escolhas da paciente e o tempo do bebê. No Brasil atual, ainda que apresente muitos benefícios, o parto humanizado é pouco promovido devido a cultura da cesárea e a desinformação das gestantes. Diante disso, medidas devem ser tomadas.
Ademais, a cirurgia cesárea é muito popular no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apenas 26% das gestantes do setor privado de saúde optaram pelo parto normal. A cultura da cesárea, em consequência do uso de práticas que prejudicam fisicamente e emocionalmente a paciente e o recém-nascido, propicia diretamenta a violência obstetrica. Entretanto, a cesariana é fortemente estimulada no sistema de saúde brasileiro por compreender maior estabilidade aos hospitais.
Outrossim, o medo e a imprevisibilidade do parto somado à desinformação das gestantes elevam o número de cesarianas. A preferência pela cirurgia cesária esta relacionada com a divulgação de falsas informações que consideram esse procedimento mais vantajoso em relação ao parto vaginal. Segundo o obstetra e plantonista Edson Cunha Filho, a desinformação e o apelo à cesariana podem ser combatidos com o estímulo e o apoio do médico. Logo, é incontestável que o acompanhamento médico no período de gestação é essencial.
Portanto, é imposto ao Ministério da Saúde em parceria com a Mídia a criação de campanhas que promovam o acompanhamento pré-natal às gestantes e a divulgação de informações verídicas que incentivem a busca pelo parto humanizado. Dessa forma, seria possível a promoção do parto humanizado no Brasil e, consequentemente, a atenuação da cultura da cesárea.