Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 12/01/2021
O parto humanizado pode ser definido como um conjunto de procedimentos e práticas que buscam adequar o processo de nascimento dentro de uma perspectiva menos medicalizada e hospitalar, priorizando a mãe e o bebê, em um ambiente acolhedor e seguro, indo em oposição ao modelo tradicional: normal e cesariana. Tais condições devem ser incitada dentro do público alvo, diminuindo assim, os riscos impostos principalmente durante a intervenção cirúrgica também amenizando a probabilidade de desencadear distúrbios psíquicos oriundos de traumas durante o parto.
Inicialmente, é válido destacar que o Ministério da Saúde e a Agência Nacional da Saúde Complementar divulgou dados coletados de 2011, onde cerca de 53,7% das mulheres que pariu naquele ano, realizou na modalidade cesariana. Esses dados revelam que existe um desencorajamento de grávidas e a realização cirurgica sem indicação adequada. Fato esse, que pode trazer um maior risco de complicações físicas intra e pós parto.
Embora ainda pouco comentado, o transtorno de estresse pós-traumático é uma realidade, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, como presente na vida de mulheres que tiveram uma experiência desagradável e rodeada de inseguranças durante o ato de parir. Assim como essas mães não se sentiram protegidas no ambiente hospitalar, torna-se necessário campanhas de valorização da vida, como a divulgada popularmente na Internet que diz: " O paciente não é só um paciente, ele é o amor de alguém".
Destarte é preciso humanizar o ambiente hospitalar e prepara-lo para acolher as gestantes de forma afável. Portanto, uma opção para diminuir as estatísticas altas de cesariana é a criação de um curso, oferecido pelo Ministério da Saúde, de aperfeiçoamento e direcionado aos obstetras, de cunho obrigatório e nacional, onde treinará os mesmos para modificar o processo e consequentemente popularizar a prática do parto humanizado.