Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 11/01/2021
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o 2º lugar em percentual de cesarianas, mais da metade dos 2,9 milhões de partos anuais (55%) são cirúrgicos. Considerando que, a porcentagem adequada gire em torno dos 15%, evidencia-se a falta de informação cedida durante a gestação e o desânimo em relação ao parto normal.
A ausência de conhecimento da mulher acerca da preparação para ter seu bebê de forma natural e instintiva, leva ao pensamento de que, a cesárea é mais segura, uma vez que, possui dia e horário para acontecer. Porém, o parto cirúrgico quando não há indicação médica, expõe a gestante e o bebê a riscos desnecessários, como a prematuridade e problemas respiratórios.
Muitas mulheres desejam o parto normal no início da gravidez, mas durante a gestação são desencorajadas e desanimadas, por seus familiares ou até mesmo pelos médicos, tendo em vista que, é mais lucrativo realizar várias cesáreas ao dia. Logo, a imprevisibilidade do processo e o medo da dor do parto, faz com que a maioria opte pela cesariana.
Portanto, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, necessitam melhorar a infraestrutura das maternidades para receber as gestantes e, realizar cursos e palestras para as mulheres grávidas, ofertando acesso gratuito e completo às informações, por meio de campanhas nas mídias de massa, com efeito de promover e desmistificar o parto humanizado.