Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 26/09/2020
No ano de 2014, foi realizada uma pesquisa pelo ministério publico que dos dois milhões de nascimentos ocorridos no ano, 60% foram realizados de forma cirúrgica, porem a Organização Mundial da Saúde(OMS) adverte que tal operação corre riscos desnecessários a vida da grávida e o bebê, entretanto muitas pacientes por não saber dessa informação, acham que a pior alternativa é a maneira antiga, assim criando obstáculos para a promoção da pratica, sendo esses desafios, a falta de incentivo e informação juntamente a falta de estrutura.
Primeiramente, as mulheres logo que engravidam tendem a ter a ideia da parição normal, mas ao longo da gestação são convencidas pelos parentes ou até mesmo os médicos a optarem pelo outro caminho, pois muitos comentam que o meio comum é o mais dolorido e mais difícil e logo são desencorajadas. “Tem uma cultura instituída de que a cesárea é o melhor método para se ter filho. Talvez elas não sejam informadas dos riscos.", afirma, Maria do Carmo Leal, pesquisadora da fundação Oswaldo Cruz.
Segundamente, muitos lugares do país não possuem estruturas e recursos para os tais partos humanizados, porque esse tipo de operação requer um atendimento adequado, ambientes, remédios, equipamentos e uma equipe profissional treinada, porem a única sistema que possui metade desses recursos é a rede particular. “As mulheres fazem mais cesáreas , porque o nosso parto normal é muito ruim.’’, afirma Silvana Granato pesquisadora do estudo, Nascer no Brasil.
Portanto, o Ministério da saúde, setor responsável pela manutenção e administração da saúde publica, deve melhorar seus recursos e as estruturas para a gravida ter a opção da escolha, por meio de investimentos no setor em especifico, com o objetivo de ter melhores recursos e equipes mais preparadas, além disso, criar propagandas de conscientização com o objetivo de alertar os perigos da cesárea.