Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 24/09/2020
De um lado, famílias que optam pelo parto cesariano, muitas vezes induzidas a acreditarem que esse é o caminho mais seguro, de outro, mães que escolhem o parto normal, com a sensação mais perto do natural de se realizar um parto. Esses são os dois caminhos que se evidenciam quando o assunto é parto no Brasil, caminhos os quais se divergem em um ponto que seria a opção e escolha de cada indivíduo. O problema em si aparece quando essa opinião é manipulada ou há a falta de informações a respeito, de modo a influenciar na escolha entre os partos, algo que acontece muito nos casos de cesáreas.
A princípio deve-se analisar que o Brasil, segundo uma pesquisa da Folha de São Paulo no ano de 2018, se apresenta como o segundo país com maior taxa de cesáreas do mundo, sendo muito disso causado pela alta difamação de informações errôneas a respeito do parto cesariano, colocando ele como superior pelo fato de representar um símbolo de um parto moderno, atribuindo a ideia de algo primitivo no caso do parto normal.
Assim, nota-se que o parto cesariano ganhou muita popularidade no Brasil, fazendo com que muitas pessoas deixem de desfrutar da sensação de um parto normal e levando a um consequente efeito de normalização da cesárea. O problema nisso consiste no fato de o processo cesariano ser muito mecanizado e artificial, não respeitando o horário em que a criança iria realmente nascer, podendo ocasionar em prematuros e diversas outras complicações que possam afetar o bebê e a mãe.
Sob essa ótica, com intuito de frear o ciclo de normalização das cesáreas a tarefa necessária a fazer é interromper a circulação de informações falsas pela origem, o qual se evidencia muitas vezes pelo sistema de saúde, ao passo em que o parto cesariano é mais custoso e acaba que gera maiores lucros para quem administra ou até mesmo para um sistema corrupto.
Em suma, é preciso que haja, pelo Ministério da Saúde, o combate de informações falsas sobre o parto cesariano, essas as quais garantem maior segurança e modernidade nesse processo, normalizando a ideia de que há a escolha entre as duas opções, sendo tudo isso possível por meio de uma campanha de conscientização, com a apresentação e explicação dos dois processos, sem informações tendenciosas, a fim de erradicar a influência externa na decisão do tipo de parto, garantindo um processo de parto mais humano e menos artificial.