Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Segundo Zoo, cantora, compositora e mãe, muitos falam que o parto humanizado é dentro da água ou em uma posição específica, mas, na verdade esse parto é a mulher ter o direito de parir do jeito que deseja, tendo a experiência de acordo com suas vontades, podendo viver o momento de uma maneira mais humanizada. Nesse contexto, é importante perceber principalmente dois fatores que contribuem para essa prática, que são eles: ter a total liberdade para escolha do parto e a humanização desse processo.
Primordialmente, é necessário analisar como é proposta a realização do parto nos dias atuais, pois, uma vez que médicos exercem notável violência obstétrica sobre as gestantes para realização dos partos conforme as suas vontades. Segundo o Dossiê elaborado pela Rede Parto do Princípio para a CPMI da Violência Contra as Mulheres, frases como “se continuar com essa frescura, não vou te atender.” são repetidamente relatadas por mulheres que deram á luz em várias cidades do Brasil. Assim, refletindo a falta de liberdade pela parte das futuras mães.
Além disso, a humanização, não se trata somente do momento mais “natural” entre mãe e filho, até mesmo porquê esse processo não obriga a ser um parto normal, muito menos domiciliar. Mas, também se trata de humanizar a relação médico e paciente, oferecer um lugar mais preparado para a realização do processo, sendo ele executado no hospital ou à domicílio e o mais importante, proporcionando todo o conforto e vontade da gestante.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para superar as barreiras que ainda cercam o parto humanizado. Para que aperfeiçoe a realização desse processo, urge que o Ministério da Saúde faça a implantação do parto humanizado no Sistema Único de Saúde, junto ao Ministério da Educação por meio da inclusão da metodologia na formação dos profissionais responsáveis da área obstetra. Dessa maneira, proporcionando a experiência ao modo desejado, falado por Zoo.