Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 24/09/2020
É evidente que o Brasil é o país com o maior número de cesáreas do mundo. Isso gera muita polêmica, pois há o desafio de promover o parto humanizado, e consequentemente, poderá ocorrer a desinformação e a gestante optar pelo “comum”. Dessa forma, medidas são necessárias para que a grávida possa escolher o rumo de sua gravidez.
Primeiramente, sabe-se que no Brasil ocorre muito a padronização do parto, e isso fica explícito com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde: cerca de 84% dos partos em redes privadas são cesarianas. Esse número pode ser justificado pela falta de informação que é dada à gestante, pois há a falsa impressão de que esse tipo de parto é mais seguro do que o parto normal.
Além disso, existe a dificuldade de convencer a mulher a realizar o parto humanizado, pois mídias promovem conteúdos que sensacionalizam a dor e sofrimento que esse tipo de procedimento pode causar. Com isso, uma padronização é criada e, por conseguinte, muitas grávidas ficam desencorajadas e hospitais lucram ainda mais com métodos perigosos e desnecessários.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o problema. Assim sendo, o Ministério da Saúde deve conscientizar as gestantes desde o início da gravidez sobre os benefícios e malefícios de ambos os procedimentos. Isso pode ser feito por meio da divulgação da imprensa, para que as futuras mães não corram mais riscos desnecessários. Ademais, os médicos obstetras poderiam sugerir para que houvesse a escolha do parto normal. Dessa maneira, espera-se combater os desafios para promover o parto humanizado no Brasil.