Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 23/09/2020
O parto, momento mais importante na vida de todo ser, também o mais perigoso. Hoje em dia há duas formas de partos conhecidas, o parto normal e a cesariana, sendo uma delas realizada pela força da mulher e a outra realizada por um obstetra, com mecanismos mecânicos. Mas e se existisse apenas um tipo? O parto humanizado.
Sendo esse, a forma de tornar mais humano o nascimento, que de certo modo sempre foi tratado de forma instintiva e natural, e com o tempo adotou mecanismos para diminuir a dor física sofrida pela mulher no parto, o que se pararmos para analisar é a grande razão pela qual o parto cesariano é o mais comum entre as brasileiras, a cultura do medo da dor.
No entanto, essa prática ganhou proporções inimagináveis na medicina brasileira, contando com 55% de todos os partos realizados anualmente, segundo UFSC, o que é realmente assustador, visto que todos os mecanismos e medicamentos usados nesse tipo de perto podem trazer riscos para a saúde física e emocional da mãe e da criança. Porém, mesmo com essas desvantagens, o parto cesariano se torna necessário em alguns casos, como o parto prematuro induzido por conta de complicações.
Á medida que essa prática aumentou, a discussão sobre o parto humanizado também, sendo ele a forma de apoio físico e tratamento emocional com a gravida durante toda a gravidez e parto, segundo a doula e psicóloga, Eleonora de Morais. Por outro lado, quando se fala de parto humanizado, todos pensam na realização do parto normal, sendo esse o mais barato de se realizar, e de certa forma mais seguro em termos de vida, já que duas em a cada 10 mil mulheres morrem na realização, enquanto na cessaria são sete, segundo dados UFSC.
Logo, pode-se concluir que o parto humanizado seria a melhor forma de trazer uma nova vida ao mundo, com todo o apoio que a mãe precisa e a segurança para a nova vida. Sendo assim, o Ministério da Saúde, juntamente com o Poder Legislativo, deve colocar mais investimentos para a realização do parto humanizado na rede pública, enquanto o Poder Legislativo cria e reforça leis sobre essa prática na rede privada, de modo que a gravida não seja induzida a cesariana, pois o hospital lucra mais. Assim, o sistema de saúde brasileiro, além de prover melhores condições psicológicas e de saúde para a mãe e a criança, também poderá encurtar os seus gastos com essa prática, além de gerar emprego as acompanhantes, que geralmente são psicólogas, das gravidas nos partos.