Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 23/09/2020
O nascimento de um bebê traz consigo uma grande preocupação para as gestantes, uma vez que, pela falta de informação, elas podem ter receio do parto normal e concluir que este meio acarreta muito riscos e que é um processo complicado e doloroso. Sendo assim, muitas mulheres não buscam conhecer meios mais naturais ou que buscam tornar esse momento mais afetivo ou agradável, como é o caso do parto humanizado, método que traz também pontos positivos para a saúde da mãe e da criança.
Tendo em vista que o a falta de informação relacionada à escolha do tipo de parto no Brasil, muitas mulheres optam pela cesariana, processo gera mais lucros aos hospitais particulares. Muitas gestantes, pelo medo das dores e sofrimento do parto normal, chegam a conclusão de que o processo cirúrgico é mais eficaz e proporciona um menor sofrimento.
Entretanto é fato que alguns métodos utilizados no processo da cesariana submetem as gestantes à dores desnecessárias e atuam de forma contrária aos processos fisiológicos, como é o exemplo da realização deste tipo de parto com a mulher deitada, o que dificulta a saída do bebê. Além de esse ser um processo que eleva as chances do bebê de desenvolver problemas respiratórios.
Outro fator um importante para a inseguridade das mulheres ao realizar o parto sem cirurgia e sem investir muito nessa questão é a violência obstétrica, que segundo uma pesquisa realizada Fundação Perseu Abramo atinge ao menos 1 a cada 4 mães brasileiras que escolhem este processo pelo SUS.
Em suma, afim de que os partos realizados no Brasil por meio de processos cirúrgicos diminuam e os partos humanizados sejam uma opção muito utilizada pelas gestantes, é necessário que o governo desenvolva campanhas com informações sobre os pontos positivos de se realizar um parto humanizado, e que estas sejam muito bem divulgadas e incentivem as gestantes a escolher corretamente o seu tipo de parto.