Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 23/09/2020

Em 1950, a violência obstetra teve sua primeira  visibilidade após, a “ladies home journal” publicar o artigo “a crueldade na maternidade”, em que eram expostos casos de tortura durante o tratamento da paciente, muitas eram submetidas a procedimentos médicos sem conhecimento e autorização, a maioria dos procedimentos causaram sequelas irreversíveis. As mulheres lutam a séculos para abandonar o papel de passividade perante as decisões e imposições feitas pela sociedade, não podendo opinar nem no parto, sendo encorajadas ou desinformadas á respeito de outras alternativas, levando-as a realizar a cesárea. Os principais desafios para promover o parto humanizado no Brasil são a desinformação e a falta de confiança na relação médico e paciente.

Após a grande exposição de casos de violência obstetra ,  a medicina passou  a buscar uma maior humanização da relação médico e paciente que é fundamental para qualquer procedimento, em especial o parto.  As decisões devem ser tomadas em conjunto, levando em conta os interesses da mãe e as informações sobre todas as possíveis escolhas da mesma e por consequente levando a uma decisão segura, respeitosa e humana.

Existem diversos estigmas e pré-conceitos á respeito do parto humanizado, que devido a desinformação e o desencorajamento desse processo ,não são desmentidos. Poucos sabem que alguns partos humanizados possuem: intervenções cirúrgicas, uma equipe médica acompanhando e tudo aquilo que leve a paciente a se sentir mais a vontade e relaxada. O cordão umbilical não é cortado no exato momento em que a criança nasce para assim  prover um contato maior com o bebê. Essas e outras informações são desconhecidas por grande parte das mães que por pressão e medo e escolhem a  cirurgia sem saber suas consequências e riscos como , depressão pós parto  e possíveis sequelas devido ao desrespeito dos processos fisiológicos sofridos pela mãe. O Brasil ocupa a segunda posição no mundo m cesáreas, com um total de 55% , entretanto segundo dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, a taxa recomendada é entre 10% a 15%.

Logo, concluísse que o Ministério da Saúde, MS, deve investir em campanhas e palestras, que informem a população, estimular a escolha do parto humanizado e desenvolver e conhecer as tecnologias nele envolvidos, além da contratação de doulas, não tem formação técnica mas adão suporte físico e emocional à gestante em trabalho de parto. Ademais, a MS em conjunto com o Ministério da Educação, MEC, devem instituir aulas de saúde sexual em que o parto humanizado e a cesárea sejam debatidos pelos estudantes e buscar formar médicos e profissionais  com políticas e procedimentos mais humanizados.