Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Medo.Tensão psicológica. Insegurança emocional e fisica. Esses são uns dos fatores presentes na vida de uma mulher no período gestacional.Nesse sentido, deve haver a compreensão médica de que essas mulheres provavelmente estarão no momento mais tenso de sua vida e, portanto, deve ser atendida não apenas como mais um procedimento médico e sim de forma humanizada e avaliativa ao contexto psicológico e fisico da gestante. Assim como ralata a musica’’ Pais e Filhos’’ da banda Legião Urbana, ’’ é precico amar as pessoas como se não housse amanhã’’. Diante disso, no Brasil um dos fatores que contribuem para desumanização do parto é a incerteza acerca de quando deve-se efetuar ou não um procedimento cirurgico no parto, assim como a objetificação da gestante em seu contexto de natal e pré-natal por parte dos profissionais da saúde.
Nesse sentido, a ineficaz compreensão exata por parte da ciência médica de quando deve ou não efetuar um parto por meio de cirurgias como a cesárea é um fator importante no que se relaciona a humanização do parto no Brasil, segundo a genicologista e obstetra Rachel Reis em uma entrevista a ‘‘Tv Brasil’’. Isto é, por conta de não haver uma centralização por parte das Universidades de Medicina acerca de quando ou não deve ocorrer a indicação de um procedimento cirurgico no parto, a fim de evitar procedimentos operatórios desnessários, é um fator tangente a desumanização do parto.
Além disso, segundo a enfermeira obstetra Katia Pires em uma entrevista a ‘‘Tv Camara São Paulo’’ relatou que há uma presente falta de respeito aos limites da mulher acerca dos procedimentos cirurgicos tomados precimitadamente por parte dos médicos, e que também existe uma grande falta do consenso da gestante acerca da totalidade dos procedimentos cirurgicos a serem tomadas em seu momento de parto. Outrossim, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman existe a chamada ‘‘cegueira moral’’ na sociedade, isto é, a impossibilidade do ser humano em compreender o outro. Ou seja, tornar humanizado o procedimento do parto é simplismente tornar viavel a mulher gestante a intervenção médica em seu natal e pré-natal.
Diante dessas considerações, é necessário haver um protocolo objetivo de como proceder em uma situção de parto, no sentido de estipular os limites de até onde deve ser feito um procedimento cirurgico em algo que é natural como o parto, assim como estipular os paramentros reais de quando deve se efetuar um parto como a cesaréa. Portanto, o Ministério da Saúde aliado ao Ministério da Educação deve estipular por meio cartilhas educativas nas universidades na área da saúde do Brasil as normas objetivas de até onde o médico deve proseguir com intervenção cirurgica no momento do parto, assim como se efetuar acompanhamentos psicológicos em todo pré-natal e pós-natal da gestante.