Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 31/07/2025
A Declaração Universal dos Direitos Humanos prega que todos nascem com igual liberdade, direitos e dignidade. Contudo, tal postulado teórico não se reverbera na sociedade brasileira, visto que uma grande parcela das mulheres se encontram marginalizadas e excluídas da equidade social. Nesse sentido, é notório ressaltar a estrutura brasileira histórica e a ausência de engajamento na causa feminina.
Nesse contexto, é importante investigar o passado para entender a causa e o motivo desta problemática. Nesse aspecto, o escritor pré-modernista, Lima Barreto, apresenta em sua obra “Bruzundangas” as mazelas estruturais da sociedade brasileira. Para tal intuito, o escritor centenário torna-se atual ao expor mecanismos que se repetem ao longo da história. Análogo a isso, as mulheres estão incluídas em um contexto patriarcal dominante que dispunha de mecanismos de dominação como a impossibilidade de se obter uma carreira profissional restrita a tarefas domésticas e o cuidado da prole, minando qualquer mecanismo de libertação. Dessa forma, é urgente a correção dos erros históricos e a distribuição igualitária de gênero na sociedade.
Outrossim, a alienação da população em relação às decisões políticas e a partici-pação feminina na mesma, fomenta a problemática. Nessa inércia, a ausência de movimentos sociais femininos contribui para desorganização e a impossibilidade de se aprovar medidas públicas para reverter esse cenário. Também, a participação da mulher na política é algo vulnerável e fácil de ser manipulado, quando partidos destinam a porcentagem de candidaturas para mulheres no sistema de “candida-turas laranjas” impedindo um grande contingente de mulheres de entrar na política. Assim, é necessário estruturar um movimento social de equidade feminina.
Destarte, a necessidade de reverter esse cenário de desigualdades. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por medidas educativas, por meio das Secretarias de Educação, promover a capacitação pedagógica dos professores para preparar os meninos e meninas para o futuro e rejeitar a estrutura machista. Ainda mais, cabe ao Superior Tribunal Eleitoral, por meio da Polícia Federal, promover a investigação de ilegalidades em candidaturas, para promover a igualdade participativa na política. Com isso, a equida existirár.