Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 31/07/2025

Na canção “Principia”, o cantor Emicida se pergunta o porquê de o Brasil ser tão amargo, se é a “casa da cana-de-açúcar”. Essa antítese é evidenciada, na realidade vigente, ao se observar os desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino. Nesse sentido, o desinteresse estatal e o silenciamento da questão sustentam esse quadro amargo.

Diante desse panorama, é importante destacar que o desinteresse do Poder Público ocorre porque o governo não visualiza retorno financeiro. Segundo o filósofo, Nicolau Maquiavel, o maior objetivo dos governantes é a manutenção do próprio poder, não o bem-estar social. Por isso, o Estado não coloca em prática projetos que assegurem as mulheres a garantia da equidade de gênero, através de leis que garantam o direito de salários justos compatíveis com o trabalho, independente do gênero e que garantam a promoção do empoderamento feminino, dificultando, ainda mais, o surgimento de uma sociedade justa.

Ademais, é necessário salientar o silenciamento da problemática. De acordo com Djamila Ribeiro - socióloga brasileira -, é necessário retirar um problema da invisibilidade para que ele seja resolvido. Com isso, partindo da visão da pensadora, é visível que há uma escassez de debates quanto a importância de promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino, através de palestras sobre o quão necessário é a garantia do empoderamento feminino desde cedo e claro, a equidade em todos os âmbitos, sendo transmitidas em escolas, em universidades e em campanhas digitais, que asseguram a população a liberdade e a divulgação das informações.

Portanto, é fundamental que essa conjuntura seja dissolvida. Para isso, o Governo Federal -órgão responsável pelo bem-estar socia- deve, por meio de investimentos governamentais, em parceria com o setor midiático, veicular e em TV aberta, a importância de superar os desafios para promover a equidade e o empoderamento feminino. Tal medida, tem como objetivo tirar o Estado de sua postura omissa, bem como ampliar a discussão sobre o tema, a fim de que haja uma mobilização social para a construção de políticas públicas eficazes. Então a “casa da cana-de-açúcar”, deixará de ser amarga.