Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 29/07/2025

Na comédia romântica “Ela é o cara”, de 2006, a protagonista decide se passar pelo seu irmão para entrar no time de futebol e provar para a sociedade masculina desse meio que as mulheres são igualmente capazes de jogar com excelência. Fora da ficção, essa realidade assombra o mundo atual em diversos campos sociais. Com uma análise aguçada, percebe-se a desigualdade de gênero na diferença salarial e na porcentagem de mulheres em setores específicos, estigmatizados como de posse masculina. Assim sendo, é urgente a implementação de medidas públicas que alterem esse precário cenário atual, de machismo histórico.

Em primeira análise, a própria política brasileira denuncia a negligência social com as mulheres da nação, visto que desde a proclamação da república só houve uma presidenta na história do país. Além disso, conforme reportagem do G1 de 2025, apenas 18% do Senado é composto pelo sexo feminino, o que demonstra a desigualdade na representatividade e ocupação do sexo na política. Isso só reflete a persistência da supremacia machista em detrimento do empoderamento feminino na contemporaneidade.

Outrossim, é importante ressaltar que a diferença salarial é outro grande fator que, além de ser injusto com as mulheres, desestimula muitas delas a trabalharem, já que estão em péssimas condições de trabalho e não serão reconhecidas da mesma forma. Sob essa ótica, segundo Relatório de Transparência Salarial de 2024 do Ministério do Trabalho e Emprego, as mulheres recebem 19,4% a menos que os homens. Dessa forma, é evidente o descuido fiscal governamental, que provocou a persistência da desigualdade de gênero no mercado de trabalho.

Diante do exposto, para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego fiscalizar rigorosamente as condições de trabalho empostas aos cargos femininos, por meio de fiscais especializados com o nível do trabalho e o valor adequado independe do gênero. Ademais, também cabe a esse órgão, em conjunto com o poder Legislativo, delimitar uma porcentagem mais equitativa de mulheres por cargo ou setor nas empresas e na política.