Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/09/2019

O filósofo Aristóteles já preconizava que os conhecimentos deveriam ser passados, de maneira prévia, por uma comprovação antes de serem distribuídos à sociedade. No entanto, na atualidade brasileira, os constantes casos de desprestígio da vacinação não contribuem para o ideal promovido. Nesse ínterim, apesar da atestação dos cientistas sobre a efetividade das vacinas, torna-se visível a ausência de informação e a desconfiança da sociedade pela ciência tem intensificado tal problemática.

Em primeiro lugar, é notável que a desinformação, datada desde a Revolta da Vacina, manteve os cidadãos intimidados sobre os baixos riscos da vacinação como caminho para desistirem da proteção efetiva contra as doenças. Nessa linha de pensamento, o filósofo John Locke, na Teoria da Tábula Rasa, mostra que esse comportamento da sociedade provém da incompreensão da funcionalidade efetiva das vacinas, o que é dever do Estado de manter o canal de explanação sobre essas dúvidas para a população. Desse modo, a desinformação provoca, infelizmente, o medo e a desistência de vacinações à sociedade.

Nessas circunstâncias, com o prolongamento da desvalorização do saber científico, infere-se a perpetuação de situações de vulnerabilidade da sociedade que afetam a sua sobrevivência pela ausência de vacinação. Em face disso, o filósofo Nietzsche, na investigação do conceito de niilismo, constata que essa depreciação da ciência contribui para a negação de valores morais do núcleo social e da própria manutenção do ser humano, tal pensamento alinha-se ao ideal de Aristóteles em que a comprovação do conhecimento é o atributo humano para o desenvolvimento da espécie. Dessa forma, esse descrédito do saber científico colabora para que a sociedade busque cada vez menos a prevenção de doenças com as vacinas.

Destarte, é impostergável medidas para ampliar a informação e a valorização do conhecimento científico à sociedade. Primeiramente, o Governo deve criar palestras com transmissão em canais de televisão, de modo que seja dialogado com médicos e cientistas sobre a efetividade das vacinas, a fim de melhorar o conhecimento informacional e científico da população. Ademais, o Ministério da Saúde, deve criar cartões de vacinações com benefícios às pessoas, de maneira a possibilitar descontos de impostos federais para aqueles que estejam vacinados, com o objetivo de estimular a vacinação da sociedade. Somente assim, o Brasil poderá tornar a sociedade mais informada e prestigiada nos valores conquistados pela ciência na prevenção de doenças, de modo semelhante ao ideal de Aristóteles.