Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/09/2019

No início do século XX, houve um projeto de vacinação forçada da população do subúrbio do Rio de Janeiro, o qual acarretou uma grande relutância do povo, que ficou conhecida como a “Revolta da Vacina”. Apesar do decorrimento de mais de uma século, esse acontecimento reflete a dificuldade da implementação de métodos contraceptivos da sociedade brasileira atualmente, seja pela falha governamental, seja pela resistência de uma parte do público abordado. Dessa forma, faz-se necessária a discussão acerca da problemática que se configura um mal a ser resolvido.

Primeiramente, é válido apontar a ineficiência estatal como uma das raízes do problema. A Carta Magna brasileira garante direitos iguais a todos os cidadãos. No entanto, é perceptível que uma ampla fatia da população do país não usufrui dessa isonomia, no que tange ao acesso aos recursos de saúde básica, como a vacinação. Apesar das campanhas atingirem várias cidades do Brasil, boa parcela dos municípios e zonas rurais, principalmente mais pobre, não goza desse benefício, devido às restrições das verbas impostas pelo Estado, de forma a deixá-los, infelizmente, susceptíveis às infestações patológicas. Como prova disso, de acordo com dados do DataSUS, a cobertura vacinal referente ao sarampo e a rubéola caíram mais de 50% no Distrito Federal, nos últimos anos.

Ademais, outro aspecto agravante do quadro exposto é a rejeição de uma fração da sociedade quanto aos procedimentos de imunização supracitados. Segundo o cientista Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”. Sob essa perspectiva, tendo em vista a disseminação, por uma parte da sociedade, de ideias negativas relacionadas ao Darwinismo Social, o qual prega a sucumbência de indivíduos menos favorecidos, como pobres e deficientes; muitos indivíduos enquadrados nessa faixa apresentam repulsa às vacinas, devido aos receios serem, por exemplo, vítimas de um genocídio. Esse cenário corrobora o decaimento do panorama de vacinação, de modo a corroborar a segregação social vigente, antagonicamente ao progresso pátrio.

Portando, medidas são necessárias para superar essa barreira. Para isso, é necessário que o Ministério de Saúde amplie a cobertura vacinal, por meio do aumento no investimento direcionado aos programas de vacinação, ao ponto que toda a população brasileira seja imunizada contra as mazelas patológicas que afligem o país, de maneira a respeitar os direitos iguais de todos os cidadãos pregados na constituição. Por fim, o Ministério de Educação juntamente com as escolas devem, por intermédios de palestras e afins, promover o conhecimento acerca dos benefícios das medidas preventivas abordadas, para atenuar o preconceitos sobre os motivos da campanha, de forma que todos possam ser beneficiados; pois, como disse Platão: “O importante não é viver, e sim viver bem”.