Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/09/2019
A Constituição Federal determina a saúde como um direito fundamental e inalienável ao indivíduo, dentro dessa prerrogativa está a vacinação, uma ação de extrema necessidade na garantia de uma qualidade de vida; contudo, o Estado encontra graves atravanques na busca por uma integralidade populacional no quesito de imunização. Dessa forma, a internet atua como um propagador de informações errôneas sobre o tema. Ademais, há um certo nível de desconfiança, por parte do povo, na sintetização e eficácia das vacinas.
Em primeiro plano, é indispensável destacar o importância que a ação de imunizar possui na saúde pública, visto que quando a cobertura vacinal é suficientemente elevada, a doença não consegue circular e beneficia aqueles que não podem se proteger, como gravidas e pessoas alérgicas. No entanto, mesmo sendo de saber público essas vantagens, em meio as redes sociais e a internet, de uma forma generalizada, existem informações que objetivam alienar e aterrorizar os cidadãos, além de até fomentar movimentos de oposição ao assunto. Dessa maneira, segundo o filósofo Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Por isso, a cautela, nesse caso, precisa ser ainda mais reforçada, uma vez que a fonte da qual se educa é duvidável e inverídica, não é só a vida do indivíduo que é posta em risco, mas também a de todos que o circundam.
Outrossim, conforme a Organização Pan-Americana de Saúde, o Brasil é referência mundial na produção de vacinas, das quais 25 tipos são distribuídas gratuitamente, além de serem exportadas para mais de setenta países. No entanto, uma parcela da população ainda descredita o valor desses fatos e questiona sua necessidade, em virtude de baixa ocorrência ou erradicação de um patógeno, adquirir sintomas secundários à imunização, como dor ou vermelhidão, e até a crença em conspirações, por exemplo a vacina da tríplice viral que poderia causar autismo. Desse modo, estrutura-se um ideário perigoso, no qual torna-se um terreno fértil para o retorno de enfermidades já extintas, assim como o sarampo que foi eliminado do país em 2016, mas voltou com índices alarmantes três anos depois. Logo, é fundamental que, em ordem para efeitos de maior elucidação sobre o tema, haja um elo de contato entre especialistas da área e população.
Portanto, afim de minimizar a problemática, o Governo Federal deve buscar medidas que dialoguem com o povo sobre a vacinação. Isto posto, com o Ministério da Saúde, precisa criar um programa, que formará equipes que atuarão, em escolas, instruindo crianças e adolescentes, na forma de atividades lúdicas, sobre a necessidade da imunização e, dentro das comunidades, distribuindo cartilhas e respondendo dúvidas sobre o assunto. Assim, é possível garantir um saúde pública de qualidade.