Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/09/2019
Ao fazer uma análise sobre um entrave social, é importante usar, como parâmetro argumentativo, os aspectos que o Estado democrático de direito no Brasil ( Constituição Federal de 1988), isto posto, é exequível lançar mão de prerrogativas alicerçadas na sociedade à apreciação de problemáticas engendradas no coletivo, dentre elas o impacto do decaimento da imunização ativa à saúde. Desse modo, o entendimento da necessidade de providências para evitar a queda da vacinação no Brasil perpassa a importância de elencar fatores como a negligência estatal em garantir os direitos básicos à população e a construção histórica nessa composição elucidativa. Inicialmente, vale ressaltar que, em função da negligência estatal, os problemas gerados em torno das providencias para evitar a queda da imunização ativa no país potencializam ainda mais os índices de descaso com a saúde da população. Dessa forma, de acordo com Max Weber, sociólogo alemão, o Estado é portador do poder de intervir legalmente nas práticas que não estejam de acordo com a Carta Magna. Seguindo esse pensamento, se o Estado, portador desse poder, permite que a saúde pública esteja sucateada, que falte vacina nos postos de saúde e que haja dificuldade para pessoas em locais isolados adquirirem esse meio de prevenção, ele deixa de cumprir o artigo 5° da Constituição cidadã e não cumpre sua função de interventor e regulador. Assim sendo, se o povo não tem acesso à vacinação, doenças já erradicadas tendem a voltar, a título de exemplo, a Poliomielite que assola países subdesenvolvidos e, consequentemente, haverá aumento, no futuro, de gastos com saúde pública. Outrossim, é indubitável à construção argumentativa o destaque em torno da herança histórica, assim sendo, narrativas como a falta de dialogo com a população, justificam a explanação desse fator, haja vista a intensificação dos índices de negligência com a vacinação no Brasil. Dessa maneira, com base no sociólogo Émile Durkheim, o caráter do indivíduo é moldado de acordo com as influências do seu convívio. Seguindo esse ponto de vista, em um mundo globalizado, quando não desconstruído, a falta de diálogo com a população tende a criar ‘’monstros’’ que vão passar de geração em geração, como, por exemplo, os criados na Revolta da Vacina. Destarte, mostra-se evidente o quão prejudicial, para a perpetuação da erradicação das doenças, se tornam as “teorias da conspiração” envolvendo as vacinas, tendo como consequência, a vulnerabilidade contínua. Portanto, para que se cumpra a cabo a Constituição brasileira vigente, mostra-se evidente a necessidade de medidas interventivas partindo das instituições sociais. Logo, cabe ao Estado, em conformidade com a carta de 1988, garantir os direitos previstos no artigo 5° da Constituição, por meio dos três poderes ( Legislativo, Judiciário e Executivo), com a finalidade de ofertar vacinas a todos e evitar que novas doenças reapareçam. Paralelamente, o Governo Federal, juntamente à Mídia, devem tentar desconstruir os mitos e aproximar a do debate público, por meio dos seus veículos abertos de comunicação, com o intuito de instruir a população sobre a importância da imunização ativa – a partir disso, com a mobilização integrada dessas instituições, haverá o controle dos surtos e a melhoria na qualidade de vida da sociedade