Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 01/10/2019

No século XX, ocorreu a Revolta da Vacina, a qual teve como uma das causas a vacinação obrigatória contra a varíola, imposta sem nenhuma explicação e sem informações sobre como funcionava e qual era o objetivo. Com isso, despertou um grandioso terror nos indivíduos, os quais pensavam, até mesmo, que o governo estava querendo matá-los. Analogamente, ainda no século XXI, infelizmente, ainda persistem movimentos antivacinas, seja por falta de informações, seja por fake news espalhadas por todo o país, colocando, portanto, toda a população em risco.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, como afirmou a virologista Clarissa Damaso, o país está mergulhando na idade das trevas. Isso porque com a falta de informações e responsabilidade com o passado, visto que grande parte da população não conviveu com o intenso sofrimento que as doenças provocaram, muitas pessoas estão parando de se vacinar e de vacinar os seus filhos, por conseguinte, diversas doenças erradicadas estão reaparecendo, como o sarampo e a poliomielite.

Além disso, muitas pessoas, seja por extremismo religioso e desconhecimento, seja por brincadeiras de mau gosto, espalham diversas fake news nas redes sociais, as quais se espalham rapidamente pelo mundo inteiro. Devido a isso, a população com preguiça de pesquisar mais sobre ou, simplesmente, ingenuidade, acredita nessas informações falsas e param de se imunizar, alegando que a vacina faz mal, causa doenças e até mesmo a morte. Ademais, espalham também foto de crianças chorando e picadas, na tentativa de mostrar que é maldade, no entanto, isso é para o bem delas, podendo, inclusive, salvá-las de futuras dores e da morte.

Percebe-se, pois, que a vacinação é de extrema importância para não haver um trágico retrocesso da sociedade, colocando em risco a vida de muitas pessoas. Devido a isso, o governo - por intermédio do Ministério da Saúde e da Educação - em parceria com a mídia deveriam investir mais em projetos, como trabalhos sobre as epidemias erradicadas e o que elas causaram, palestras para os responsáveis e propagandas em horários de maior audiência, que visem educar, mostrando como funciona a vacina, para o que serve e desvendando as fake news, a fim de compartilhar conhecimento e diminuir os movimentos antivacinas, garantindo que os índices de pessoas imunizadas aumentem. Dessa forma, seria possível tornar a sociedade mais responsável e protegida de possíveis enfermidades, evitando o medo e, por conseguinte, o mergulho na idade das trevas.