Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 17/09/2019
De acordo com o Artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário desde 1948, todo membro da família humana tem direito à dignidade. Entretanto, mesmo após 70 anos desse compromisso mundial, os desafios para garantir a vacinação fere essa prerrogativa. Logo, poder público e sociedade devem buscar caminhos não somente para acabar com este descuido, mas também para educar o cidadão sobre a gravidade dessa problemática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função do descaso governamental, a falta de informação verídica corrobora para a atual situação alarmante. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, autor da célebre obra “Leviatã”, é papel do Estado manter a nação em harmonia. Em contrapartida, a prerrogativa hobbesiana não é garantida, uma vez que a disseminação de “Fake News” sobre os efeitos colaterais da vacinação vem aumentando – estas afetam, principalmente, as pessoas em vulnerabilidade social - pela carência de informação. Dessa maneira, é mister que a as prefeituras devem ampliar, com o aporte financeiro Ministério da Saúde, o número de propagandas veiculadas sobre a importância da vacinação, através de publicidades nas redes sociais e nos grandes centros que busquem sensibilizar as famílias se vacinarem. Assim, a União possa cumprir o seu papel.
Ademais, a falta de discussão nas entidades de ensino sobre a vacinação agrava ainda mais esse problema. Um bom exemplo disso, amplamente divulgado e debatido, é que as escolas se preocupam mais nos alunos decorarem o “Ciclo de Calvin”, nas aulas de biologia, do que debater a função e os problemas da vacinação no Brasil. Isso deixa perceptível, nesse contexto, que a nação é extremamente desinformada sobre o tema, por conseguinte não entende como esse problema social é grave e nem os efeitos sobre o seu dia a dia. Por isso, cabe às escolas e às Universidades, cumprindo o seu papel de formador social, criar aulas e rodas de debate nos finais de semana, para toda comunidade participar, por meio de palestrantes e de oradores instruídos que detalhem sobre a vacinação, como afeta a vida do brasileiro e como o ato de não se vacinar afeta toda a sociedade. Assim, o cidadão torne-se mais racional e mais corresponsável das suas atitudes.
A inabilidade do Estado aliado ao desconhecimento do cidadão sobre o tema são, portanto, entraves para a sua solução. Por tudo isso, além das medidas citadas, os canais de TV aberta têm o papel, utilizando-se do auxílio do investimento social privado, de criar reportagens e narrativas ficcionais engajadas (séries e novelas) que tratem do tema, haja vista que a televisão alcança todos os lugares e diferentes públicos. Somente assim, será possível criar uma nação mais imunizada e mais preocupada com os Direitos Humanos de toda nação.