Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 15/09/2019
O surto de doenças infecciosas, no Rio de Janeiro no século XX, fez com que o governo torna-se obrigatória a vacinação, mas por não conhecer os benefícios e a necessidade a população reúne-se em movimento contrário ao projeto, denominado posteriormente “Revolta da Vacina”. Paralelamente, no hodierno brasileiro, não mais pela falta e sim pelo excesso de informação, a qual, não raro, não condiz com a verdade, a sociedade civil retoma a desconfiança desse processo. Dessa forma, cabe analisar o principal desafio, bem como a consequência de tal regresso Sócio-cognitivo.
A priori, é imperioso destacar que os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, se deve quase majoritariamente pelo, atual, cenário de pós-verdade, isto é, a relativização dos fatos e criação de verdades sobre eventos incoerentes. Nesse sentido, de acordo com o jornal A Folha de São Paulo, quase 80% da população alguma vez, nos últimos 4 anos, já repassou alguma notícia sem nenhuma comprovação de autenticidade. Esse fenômeno, evidência que grande parte da sociedade acredita em quase tudo que recebe, essa prática irracional corrobora a efetivação de grupos antivacina, estes conscientes ou inconscientes difundem ideias que relacionam o surgimento de doenças com a imunização. Assim, essa prática é um atentado contra a saúde pública e deve ser tratado como tal.
Com isso, a partir da década de 1990 até o atual contexto, o Brasil figura entre os melhores países e sem dúvidas o melhor da América latina com relação à cobertura vacinal proporcional a sua população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Entretanto, nos últimos anos esse quadro começa a despertar preocupação nas autoridades, uma vez que começa diminuir a quantidade de pessoas recebendo vacina, de acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI). Destarte, segundo Robert Stevansson, poeta e escritor, em algum momento todos enfrentam as consequências de suas ações. Referente a esse aforismo, no caso brasileiro, certamente, é o reaparecimento de doenças já extirpadas, mas que devido à irresponsabilidade das esferas públicas-social, estão causando óbitos e sofrimentos desnecessários, como é o caso do sarampo.
Portanto, o Governo Federal deve punir os indivíduos que fomentem a promoção de mentiras acerca de doenças causadas pela vacina, por meio da fiscalização, em parceria com os proprietários das plataformas sociais, dos meios digitais com a inviabilização do usuário que estiver utilizando tais meios para descaracterização de processos legítimos. Além disso, o Ministério da Educação também deve ser vinculado com o fito de proporcionar, desde a tenra idade, o censo crítico, por intermédio do fortalecimento de aulas de filosofia, com a alfabetização a respeito de como checar a veracidade de uma notícia. Assim, para que não mais se tenham consequências negativas como no contexto atual.