Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/09/2019

Na metade do século XX, o médico virologista Jonas Salk desenvolveu a vacina da poliomielite e contribuiu para a erradicação da doença em 1980. Entretanto, a negligência com as campanhas de vacinação impede a garantia de que brasileiros continuem desfrutando dos benefícios gerados pela conquista de Salk. Com efeito, para assegurar a vacinação dos brasileiro, há de se combater as rejeições às campanhas, bem como a falsa sensação de que as doenças não existem mais.

Em primeiro plano, a resistência popular inviabiliza o combate às doenças. A esse respeito, no início do século XX, o médico sanitarista Oswaldo Cruz implantou políticas de vacinação que foram rejeitadas pela população, o que motivou a Revolta da Vacina. Ocorre que, a revolta gerada no século passado, voltou a ser realidade no Brasil, e se mostra como um grave problema a ser enfrentado e solucionado, sob pena de gerar prejuízos irreparáveis para a sociedade. Assim, não é razoável que um país que busque ser nação desenvolvida ainda sofra com um dos mais graves problemas da atualidade: a não adesão à campanhas de vacinação.

De outra parte, a falsa sensação de erradicação de enfermidades pode colocar em risco o sucesso da adesão ao calendário vacinal. Nesse viés, o médico Maurice Hilleman desenvolveu a vacina tríplice viral em 1966, fundamental para que o sarampo fosse erradicado do Brasil em 2016. Todavia, a doença voltou a ser um problema para o Brasil, já que substancial parcela da papulacao insiste em atitudes imprudentes - e inconsequentes - de rejeitar a prevenção. Dessa maneira, enquanto a falsa sensação da eliminaçdo vírus for a regra, a aceitação à vacina será a exceção.

Impende, portanto, que a negligência com as campanhas de vacinação seja combatida. Para isso, o Ministério da educação deve desconstruir, com eficácia, a disseminação de notícias falsas, como o desenvolvimento de autismo de crianças vacinadas, por meio de aulas e palestras ministradas por professores e profissionais da saúde, direcionadas à pais e filhos, a fim de estimular a adesão ao calendário vacinal. Assim, será possível aumentar a cobertura vacinal em todo o Estado. Por outro lado, os indivíduos - no exercício do seu senso crítico - podem promover discussões à respeito das vacinas, por intermédio das mídias sociais, para que o combate iniciado por Jonas Salk deixe de ser apenas teoria.