Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 28/08/2019

Em 1924, ocorreu a Revolta da Vacina, no Brasil, que é conhecida pela insatisfação popular devido a vacinação obrigatória. Com isso, houve várias mortes que poderiam ter sido evitadas e com o passar dos anos, a população começou a aceitar a imunização. Entretanto, atualmente, esse cenário se modifica e doenças graves voltam a fazer parte do cotidiano brasileiro. Nesse âmbito, é válido analisar as causas da ausência de vacinação dos brasileiros, visando à redução dos seus efeitos.

Em primeira análise, destaca-se que o acesso à vacina é não só um direito da criança, mas também um dever dos pais e do Estado, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente. Todavia, muitos pais se recusam a vacinar seus filhos por causa da falta de percepção do risco da doença, ou seja, quando não há um risco iminente, o indivíduo não trata com prioridade. Além disso, o movimento antivacina, que surgiu na Itália, se baseia em divulgar falsos efeitos decorrentes da vacina, por exemplo, autismo ou tumor e utiliza a internet para propagá-los. Assim, muitas pessoas acreditam no que leem e essa problemática intensifica-se.

Por conseguinte, o número de casos de doenças antigas aumenta exponencialmente. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é como um organismo vivo, no qual as partes devem interagir para garantir o bem geral. Dessa forma, em decorrência das baixas coberturas vacinais, enfermidades, antes erradicadas no Brasil, como sarampo e rubéola, voltam a aparecer. Com isso, segundo o site G1, a taxa de mortalidade, principalmente infantil, tem um crescimento inversamente proporcional a de vacinação no Brasil.

Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de diminuir os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros. Logo, o Ministério da Saúde - órgão responsável pela administração e manutenção da saúde pública - deve promover mais campanhas preventivas, por meio das esferas midiáticas (televisão e internet) e com a presença de profissionais da saúde nas escolas, com o objetivo de reiterar a sociedade sobre a importância da imunização e os efeitos da sua ausência. Em vista disso, a pátria brasileira não viverá novamente o que aconteceu durante a Revolta da Vacina.