Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/08/2019
Durante a vigência da Idade Média, epidemias de doenças infecciosas, como tuberculose e peste negra, foram responsáveis pela dizimação de milhares de pessoas que ali viveram. Nesse aspecto, a criação de vacinas efetivou um maior isolamento de doenças de natureza viral, promovendo proteção à saúde e à vida do indivíduo. No entanto, movimentos os quais contrariam a prática mencionada e a falsa sensação populacional de segurança às doenças dificultam a efetividade da questão em análise.
Antes de tudo, cabe mencionar que a sensação de risco na sociedade brasileira está abalada. De acordo com uma pesquisa obtida pela BBC Brasil, números do Programa Nacional de Imunização mostram que o governo tem tido cada vez mais dificuldade em bater a meta de vacinar a maior parte da população. Acerca dessa premissa, o decréscimo da cobertura vacinal no Brasil pode ser consequência, principalmente, da falsa percepção de segurança vivida com o desaparecimento das próprias doenças combatidas por essa ferramenta preventiva, o que eleva preocupantemente a suscetibilidade de enfermidades virais no meio social. Portanto, sem que haja práticas que revertam esta desvalorização errônea quanto à imunização, sequencialmente, a vulnerabilidade expositora às doenças combatidas pelas vacinas causará ao país o risco quanto aos surtos de sarampo, por exemplo.
Ademais, a aplicação efetiva da vacinação vem sido prejudicada com o crescimento de organizações anti-vacinas e sua abrangência no meio, principalmente, tecnológico. Sob esse viés, o fortalecimento de ideias ceticistas na população referente à imunização é, sobretudo, reflexo da publicação de notícias sem veracidade, ou pouco fundamentadas, em portais e redes sociais, os quais configuram-se como importantes expoentes na formação de escolhas públicas. Adicionalmente, O Ministério da Saúde (MS) afirmou que investiu 60% a mais do valor dirigido para campanhas publicitárias de vacinação. No entanto, sem que o Ministério também se atente quanto à criação de políticas públicas que se contraponham à disseminação informativa infundamentada sobre um assunto importante, o equilíbrio da saúde pública poderá ser conturbado, causando riscos em nível não só nacional, como mundial.
Diante do exposto, é imprescindível medidas as quais contornem a situação. Cabe ao MS oferecer à população canais que disponibilizem uma maior informatização sobre o assunto, principalmente em áreas de menor cobertura vacinal, por meio do recrutamento de profissionais da área e/ou especialistas sobre, trabalhando na instrução social quanto à importância do ato. Além disso, o ministério citado deverá investir no combate à notícias falsas, aliando-se aos meios comunicativos, como televisão e redes sociais, evidenciando quando uma informação não procede, trabalhando na veracidade de tal. Com isso, espera-se que a informação seja fundamental na volta de efetividade da vacinação no país.