Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/08/2019

A Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à vida, à saúde, à educação e à segurança. Para isso, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)  promove a obrigatoriedade da vacinação no país, assegurando à saúde das crianças e jovens, considerando como crime gravíssimo a transgressão da legislação. Contudo, diversos pais recusam a vacinar seus filhos influenciados por movimentos antivacinação ou por desconhecerem tais doenças. Com isso, enfermidades antes erradicadas acometem à população sendo considerado um problema de saúde pública.

Em primeira instância, a descoberta da vacina modificou à saúde das populações, pois, enfermidades antes altamente letais foram aos poucos desaparecendo do cotidiano. Entretanto, no final do século XX, iniciou-se nos Estados Unidos o movimento antivacinação. Esse movimento se baseou em pesquisas falsas em que se dizia que a vacinação causava autismo. Com isso, tais notícias se espalharam em diversos países propagando o medo. Segundo Pierre Lévy, vivemos uma sociedade hiperconectada onde o real se confunde com o virtual. Ou seja, a sociedade não distingue os fatos, espalhando muitas vezes notícias falsas. Tal visão se aplica ao movimento antivacinação que devido a globalização se tornou um dos 10 maiores riscos à saúde segundo a ONU, pois milhares de pais deixam de vacinar seus filhos se baseando em notícias errôneas.

Outrossim, alguns pais se recusam a vacinar seus filhos por desconhecerem tais doenças, pois, muitas foram erradicadas anos atrás e a não convivência com estas enfermidades faz com que pensem que não seja necessário a vacinação. Com isso, algumas doenças retornaram, como no caso do sarampo. Cotidianamente, a mídia relata casos de sarampo na população em geral causando transtornos físicos, econômicos e sociais, e em alguns casos pode levar o paciente a óbito.

Não há como negar que políticas públicas devem ser tomadas a fim de garantir  ampla cobertura vacinal. Para isso é necessário a criação do projeto “Brasil Seguro”, onde o Ministério da Saúde em parceria com os órgãos de imprensa e as mídias digitais realizam campanhas de conscientização sobre a importância da imunização, desmistificando os mitos sobre o assunto, além de divulgar relatos de portadores e/ou indivíduos que sofreram dessas enfermidades. Ademais, o Ministério da Educação deve realizar campanhas de conscientização aos sábado nas escolas para os estudantes e responsáveis com a distribuição de cartilhas informativas e realização de palestras feitas por profissionais da saúde. Dessa forma, asseguraremos à saúde das crianças e jovens, e tais doenças se tornaram mazelas passadas da nossa sociedade.