Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/08/2019
Durante o período da Idade Média, estima-se que a cada 10 mortes, 9 eram devido a doenças infecciosas, como pneumonia e peste bubônica. Nesse aspecto, a criação das vacinas proporcionaram o isolamento de doenças de natureza virais, agindo assim, na proteção à saúde e vida do indivíduo. Entretanto, movimentos antivacinação e precariedade do sistema de saúde que media a distribuição das mesmas, acabam dificultam a efetividade da questão em discussão.
A aplicação homogênea da vacinação vem sido prejudicada com o crescimento de movimentos anti-vacinas e sua abrangência no meio, principalmente, tecnológico. Isso pode ser fundamentado pelo sociólogo Émile Durkeim, o qual indicia que o Estado é um organizador da vida social, cujo propósito é fortalecer a consciência coletiva. Sob esse viés, a publicação de notícias sem veracidade, ou pouco fundamentadas, em portais e redes sociais, fortalece ideias ceticistas na população referente à imunização. Em que, por virtude disso, sem que o governo se atente na construção de políticas públicas as quais prezem pela instrução verídica da importância da vacinação preventiva em meio social, o país fica vulnerável a volta de recorrências de doenças como poliomelite, rubéola e sarampo, por exemplo.
Ademais, o sistema público saúde, responsável pela mediação vacinal com a população, devido a falhas, também empecilha a efetividade de um país livre de doenças. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a vacinação das crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Em contrapartida, segundo dados do Ministério da Saúde, a imunização em crianças de até 1 ano está em queda no Brasil. Isso ocorre, principalmente, devido a desregulamentação do abastecimento de vacinas em postos de saúde, além da má gestão relacionada à acessibilidade de regiões mais afastadas as quais a população detém de um acesso mais limitado, tanto informacional, como de mobilização. Desse modo, há um prejuízo não só na cobertura vacinal do país, como também no comprometimento dos pais à legislação.
Torna-se claro, portanto, fatores que revertam a situação da vacinação no país. Para isso, o Ministério da Saúde deve trabalhar na melhoria do SUS, em que, por meio do investimento nesse sistema, haja a regularização da quantidade de vacinas para atender a população, além de campanhas que foquem nas zonas interioranas que hajam menores índices de vacinação, garantindo, assim, que todas as comunidades em nível nacional sejam englobadas. Os municípios, através de suas prefeituras, podem promover dias de conscientização, em que com a associação entre médicos e enfermeiros, difundam a importância da vacinação e instrua a veracidade de informações, para que assim, a efetividade retorne.