Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/08/2019

No século XX, as imposições do governo em vacinar a população no Rio de Janeiro contra a varíola, além da falta de esclarecimento das autoridades sobre o decreto, resultaram na Revolta da Vacina. Hodiernamente, apesar da disseminação de informações, as taxas vacinais têm entrado em declínio no Brasil. Dessa forma, a negligência populacional somada ao desabastecimento dos municípios, são desafios para garantir a vacinação dos brasileiros.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das políticas públicas de saúde, os indivíduos passaram a negligenciar a vacinação, consequência da erradicação de doenças, tais como o sarampo e a poliomielite. Na série americana “Doutor House”, uma mãe se recusa em vacinar o seu filho por acreditar que apenas o leite basta. Paralelamente, a omissão dos pais em garantir a vacinação dos mais jovens, é um fator que contribui para a queda da imunização no país, resultando em surtos de doenças erradicadas, e, ademais, a ameaça à saúde pública.

Por conseguinte, percebe-se que o desabastecimento de vacinas nas unidades de saúde está associado à falta de recursos municipais, elemento que se intensifica em regiões subdesenvolvidas, como no norte e nordeste do país, visto que essas detêm de um escasso investimento governamental. O Estatuto da Criança e do Adolescente, garante a vacinação como um direito a ser cumprido para a saúde desse público, sendo dever dos pais e do Estado assegura-lo. Em suma, se o Governo falha como provedor desse bem, impede que o cidadão tenha acesso universal à saúde.

Infere-se, portanto, que o Estado tome providências para amenizar esse quadro. Logo, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nacionais de vacinação, com mutirões que promovam a proteção dos indivíduos, além do acesso universal e igualitário à saúde no país, de modo que esse alcance um grande contingente de pessoas vacinadas, em consonância ao aumento gradativo das taxas vacinais. Espera-se, com isso, a mobilização dos sujeitos, assim como o abastecimento das unidades municipais de saúde com vacinas, de tal maneira que se torne possível combater os avanços das doenças erradicadas. Somente assim, o Brasil terá menores possibilidades de enfrentar a mesma epidemia do século XX e que ocasionou a Revolta da Vacina.