Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 09/08/2019

Durante a Revolta da Vacina, em 1904, a população carioca se rebelou contra os médicos sanitaristas, principalmente pela falta de informações acerca da vacinação, prática tão pouco comum até então. No entanto, apesar dessa ação preventiva ser extremamente difundida nos dia atuais, e ser comprovadamente um dos maiores avanços da medicina em toda a sua história, o número de pessoas sendo vacinadas no Brasil tem decaído. Isso se dá, em especial, pelo crescente movimento anti-vacinas e pela falta de fiscalização e punição àqueles que não asseguram o direito constitucional de seus filhos à essa prática médica. Logo, esses fatores devem ser combatidos para que o impasse seja amenizado no país.

Em uma primeira análise, é válido ressaltar que o aumento do movimento anti-vacina tem preocupado os médicos de várias partes do mundo. Por meio da divulgação de notícias e teses sem fundamentos científicos, amparada pela facilidade de disseminação das redes sociais, a cultura de desinformação sobre o tema tem levado inúmeras pessoas a não se vacinarem e, ou, privarem seus filhos do acesso à esse recurso fundamental. De maneira análoga, é válido ressaltar o pensamento do ministro da propaganda da Alemanha nazista Joseph Goebbles, que afirma que uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade.

Consequentemente, essa cultura tem impedido diversas crianças brasileiras de receberem suas vacinas em dia, apesar desse ser um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990. Dessa forma, faz-se função do Estado como um todo, garantir a propagação de notícias e propagandas sobre a prática e seus inúmeros benefícios para a saúde individual, além de promover uma maior fiscalização para que menos jovens sejam privados de seus direitos

.      Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema na Brasil. A priori, é fundamental que o Ministério da Saúde conscientize a população pelo uso de campanhas socioeducativas sobre o tema, feitas por médicos e especialistas em mídias sociais, para reduzir a influência do movimento anti-vacina na questão. A posteriori, os postos de saúde da família devem fiscalizar melhor a saúde da comunidade, por meio do recolhimento obrigatório do cartão de vacinação do paciente e seus dependentes, para garantir o cumprimento das normas do ECA. Desse modo, será possível notar um maior número de vacinados no país e, consequentemente, uma melhora na saúde pública como um todo.