Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 22/07/2019
Em 1930 as doenças infecciosas eram responsáveis por quase 50% dos óbitos no Brasil, número que caiu para 4% em 2010, segundo o Ministério da Saúde. Inegavelmente, isso só ocorreu devido o aumento da vacinação, contudo pelo “cessar” dessas doenças, os índices de imunização vêm caindo bruscamente. Portanto, existem dois grandes desafios: a ameaça dos movimentos anti-vacinas e o “déficit” da oferta nos postos de saúde.
Com efeito, parafraseando Pascal, pensador, quando temos saúde nos admiramos de como seria possível ficarmos doente; quando ficamos, medicamo-nos alegremente. Nesse contexto, os anti-vacinas se julgam não precisarem mais de imunização ou, analogamente à Revolta da Vacina, criam teorias sobre os seus malefícios. Logo, como já declarado pela coordenadora do Programa Nacional de Imunização, é necessário que se mostre como essas doenças ainda são uma ameaça, a fim de que voltem a ver a importância da saúde antes que hajam novas epidemias.
Outrossim, divulgado pelo G1, só esse ano foram suspensos os contratos de 18 laboratórios fármacos, inclusive o da Tetraviral, os sucessivos cortes trouxeram o “déficit”, e já foram diagnosticados os primeiros casos de Sarampo, Rubéola e Caxumba no Ceará e em Pernambuco. Além disso, a falta de gerenciamento aumenta as perdas, o que levou a não cobertura da vacina HPV (conforme a PNI), isso ocorre devido suas validades específicas que necessita de planejamento para o uso com menor desperdício. Sendo assim, esses fatores indiscutivelmente contribuem para a diminuição da imunização e para o reaparecimento dessas doenças.
Dessarte, medidas são necessárias, por isso o PNI deve fazer campanhas midiáticas, por meio das redes sociais e televisão, para alertar sobre a importância da vacinação e rebater os “anti-vacinas”. Além disso, ele também deve mostrar como usar os frascos de vacina corretamente, por meio de treinamentos nos postos de saúde, a fim menores desperdícios e diminuição do déficit nos estoques. Por fim, estaremos mais seguros em não voltarmos para o cenário de 1930.