Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/07/2019
Contrarrevolta
Em 1904 eclodiu a revolta da vacina, na então capital brasileira Rio de Janeiro. Embora as medidas arbitrárias realizadas pelo governo central, que culminou na rebelião, tenham tido efeitos como o controle de epidemias, a obrigatoriedade da vacina foi um marco na saúde pública brasileira. Hoje, entretanto, o que se assiste nas campanhas vacinais é uma queda no número das imunizações, principalmente infantis, muito em decorrência do movimento antivacina.
A priori, o maior empecilho à imunização em nosso país ainda é a falta de conhecimento. Prova disso, foi a campanha de vacinação obrigatória estipulada pelo Governo Federal (nos idos de 1900), o qual desencadeou um forte movimento popular: A Revolta da Vacina, norteada pela falsa informação de que os medicamentos eram venenos. Dessa forma, assim como no século XX, a resistência à vacinação, hoje, é fruto da “Fake News” propagada pelas massas.
Nesse mesmo viés, o Brasil chegou a receber certificação de país livre do sarampo, após anos de campanhas de vacinação. Não obstante, a eclosão dos movimentos antivacinais, como o “antivax”, tornaram os desafios relacionados à imunização atribulados e foi um dos fatores para a perda do certificado brasileiro. À vista disso , a queda no número de vacinações está atrelada à desinformação, como a de que a vacina pode causar autismo em crianças.
Desse modo, é primordial o combate à desinformação para garantir a vacinação dos brasileiros. Outrossim, o Estado, que é o responsável pela saúde de sua população, deve aumentar os investimentos em publicidade, por meio de peças publicitárias para elucidar aos indivíduos quanto às benesses da imunização, assim desmerecendo os grupos antivacinas. Destarte, segundo o filósofo Sêneca, “é parte da cura o desejo de ser curado”, uma vez que a informação é a melhor contrarrevolta.