Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 18/07/2019
A vacina é a estratégia primordial de qualquer programa de prevenção de saúde. Ao tomar as doses, ficam-se protegidos contra diversos agentes infecciosos e ainda reduzem o risco de complicações após a doença inicial. Apesar de terem salvado milhões de vida ao longo de várias décadas, nos últimos anos elas foram alvos de duas injustiças: enquanto alguns se esqueceram de sua importância, outros passaram a acusar os imunizantes de provocarem efeitos colaterais gravíssimos.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que muitas pessoas esquecem da importância de se vacinar, como não há muitas mortes causadas por certas doenças igual antigamente, algumas pessoas acham que essas enfermidades foram erradicadas. Além disso, em outubro de 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a circulação do vírus do sarampo mantinha-se ativa na Europa e na África. Naquele ano, o estado de São Paulo contabilizou mais de 20 casos da doença. Com isso, fica evidente o risco que grupos não vacinados podem causas para a saúde pública. De certa forma, quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para aumentar a circulação de doenças.
Cabe mencionar, em segundo plano, que muitas pessoas optam por não se vacinar, pois acreditam que elas podem piorar a situação e, muitas vezes, a vacinação vai contra sua religião. De acordo com Guido Levi, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a maioria das pessoas que fazem parte do grupo antivacina são de classe média. Contudo, se for procurar saber quem não se vacina, são, na maioria das vezes, indivíduos de classe mais alta do ponto de vista socioeconômico. A população de classe mais baixa está muito bem vacinada e participa de todas as campanhas, afirma Levi.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, a OMS deve investir em mais campanhas publicitárias informativas a favor da vacinação, através de meios comunicativos, a fim de informar a população sobre os perigos de não toma-lá e promovendo a construção de conhecimentos. Ademais, as escolas deve investir em palestras com profissionais da área da saúde, convidando a população para compartilhar informações, informando que tomar vacinas é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte. E assim, então, tentar fazer com que todos compreendam a importância de se imunizar.