Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 22/07/2019
Compreendida como uma importante ferramenta de proteção contra organismos patológicos, a vacinação, é um método efetivo, utilizado em diversos países do globo, que visa reduzir a mortalidade infantil e, por conseguinte, elevar a expectativa de vida. No Brasil, por exemplo, segundo dados do portal de notícias “G1”, no ano de 1950, a cada mil nascimentos, cem crianças perderam a vida. Entretanto, com o desenvolvimento da vacina, ao longo do século XX, em 2015, apenas 14 crianças, de mil nascidas, vieram a falecer. Contudo, o que se nota, recentemente no país, é uma drástica e preocupante diminuição no número de indivíduos vacinados. Assim, conforme a Constituição brasileira, que alega que a saúde é direito de todos e dever do Estado, cabe ao governo buscar alternativas para suprimir os prováveis desafios da vacinação no Brasil.
Nesse contexto, destaca-se como um dos obstáculos à imunização dos brasileiros, o movimento antivacina, potencializado pela pesquisa de um médico britânico, em 1988, a qual alegava que a vacina tríplice viral desencadearia o autismo. Mesmo sendo desmentido em seguida, a notícia se espalhou por diversos países, bem como o Brasil, haja visto, de acordo o sociólogo Piérre Levy, a “hiperconexão” da sociedade mundial. Dessa forma, muitos brasileiros desinformados sobre a importância social da vacinação, tiveram receio de se vacinarem e, sobretudo, de imunizarem seus filhos, acreditando que deixa-los sem esse tipo de prevenção estariam protegendo-os de um mal maior. Isso pode ser comprovado ao analisar os índices publicados pelo jornal BBC Brasil, nos quais demonstram que, em 2016, a taxa de imunização brasileira contra a poliomielite foi a menor em 12 anos.
Além disso, outros aspectos que se enquadram como desafios para garantir a vacinação dos brasileiros são o fato de muitas doenças terem sido erradicadas da sociedade e a escassez de campanhas por parte do governo, que estimulem a população a se imunizar, esclarecendo as prováveis dúvidas acerca do funcionamento da imunização. Assim, muitos indivíduos não fornecem à vacinação o valor preciso, pois creem que devido ao sumiço de certas enfermidades e à falta de campanhas de imunização do Estado, não exista mais a necessidade de prevenção. A título de exemplo dessa situação, tem-se, em 2019, o surto de sarampo em São Paulo, doença eliminada da nação desde 2001.
Portanto, cabe aos órgãos competentes brasileiros veicularem nos meios comunicacionais campanhas sobre a vacinação, que tenham como objetivo alertar os cidadãos, de maneira clara e objetiva, acerca da importância de se vacinarem, assegurando, deste modo, a evolução social. Quanto às instituições escolares compete a realização de palestras com especialistas aos pais dos estudantes, elucidando as possíveis dúvidas dos genitores e os estimulando à vacinação da família.